Ex-líder dos Proud Boys de Miami enfrenta novas acusações no episódio do Capitólio

Henry Tarrio e outros quatro membros do grupo de extrema-direita terão que responder a acusações federais de conspiração sediciosa para interromper a certificação da vitória de Joe Biden nas eleições de 2020

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Líder dos Proud Boys Henry “Enrique” Tarrio Jr. (foto: Reprodução NBC6)

O ex-líder dos Proud Boys, Enrique “Henry” Tarrio, de 38 anos, morador de Miami, foi indiciado por um júri federal nesta segunda-feira (6) por conspiração sediciosa no caso da invasão do Capitólio em janeiro de 2021.

Além de Tarrio, os promotores federais apresentaram novas acusações contra outros quatro ex-membros do grupo de extrema-direita: Joseph Biggs, também da Flórida, Dominic Pezzola, Ethan Nordean e Zachary Rehl. Todos eles já haviam recebido acusações anteriores relacionadas ao episódio, e se declararam inocentes. Os documentos judiciais recentes alegam que, mesmo sem ter viajado a Washington no dia do ataque, Tarrio desempenhou um papel de liderança para interromper a confirmação da vitória de Joe Biden sobre Donald Trump. Segundo as autoridades, ele usou sua influência para incitar seus companheiros a travarem uma “guerra” contra o parlamentares reunidos para certificar a chapa Biden-Harris.

Além de conspiração sediciosa, o processo também acusa os manifestantes de conspiração para impedir que um oficial exerça sua função.  Membros de um outro grupo de extrema-direita, os Oath Keepers, também foram acusado de conspiração sediciosa no caso do Capitólio. Três deles se declararam culpados e concordaram em colaborar com as investigações sobre o caso.

De acordo como U.S. Justice Department, mais de 200 indivíduos envolvidos no motim que causou pelo menos seis óbitos já foram presos e acusadas de algum tipo de delito. Centenas de outras pessoas enfrentam acusações.