Familiares do atirador de Buffalo dizem que a covid-19 afetou o cérebro do jovem

Segundo os parentes, o acusado teria ficado paranoico durante a fase de isolamento social: " Eu culpo a covid-19", disse uma tia

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Payton Gendron de 18 anos (foto: Twitter)

Familiares do jovem de 18 anos acusado de ser o responsável pelo massacre em um supermercado em Buffalo, no estado de New York, no sábado (14), culpam a pandemia de covid-19 pelo sucedido. Sandra Komoroff, tia do suspeito, falou que ele ficou “paranoico” devido ao isolamento social, e isso pode ter contribuído para a sua decisão de abrir fogo no local.

Segundo ela, Payton Gendron pegou covid há apenas algumas semanas antes do tiroteio e, desde então, estava agindo de forma “estranha”.  “Ele foi para uma reunião da família usando uma máscara respiratória. Ele disse que não ia pegar o vírus, mas ele pegou”,  falou a mulher. “Eu não tenho ideia de como é que ele se pode ter envolvido nisto. Eu culpo a covid-19”, acrescentou.

O marido de Sandra, Dave Komoroff, partilhou a mesma teoria, afirmando que o coronavírus  pode ter afetado “parte do cérebro” de Gendron.  O jovem está preso sem direito a fiança e responde pelo crime de homicídio em primeiro grau.

Ele já tinha histórico de comportamento violento no passado. De acordo com uma apuração feita pelo jornal The New York Times, o atirador foi submetido a uma avaliação de saúde mental em junho do ano passado, após fazer ameaças contra sua escola. Ainda em 2021,  ele teria postado comentário em um rede social ameaçando cometer um assassinato-suicídio, durante a sua graduação. 

Após o tiroteio que deixou 10 mortos e três feridos, o FBI informou que o massacre estava sendo investigado “como um crime de ódio e um caso de extremismo violento” com motivações raciais.