Fazer um show para brasileiros no exterior é único, diz músico do Skank

Banda brasileira excursiona pelos EUA neste mês de julho, fazendo shows em Boston (22), New York (23) e Miami (24)

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Os musicos do Skank, com Henrique Portugal a frente, seguido por Lelo Zaneti, Haroldo Ferretti e Samuel Rosa
Os musicos do Skank, com Henrique Portugal a frente, seguido por Lelo Zaneti, Haroldo Ferretti e Samuel Rosa

DA REDAÇÃO – Vinte e cinco anos de carreira. Seis milhões de álbuns vendidos. Dezenas de hits no topo das paradas das rádios brasileiras. Todos esses feitos estão na trajetória da banda de pop rock Skank, formada na mineiríssima Belo Horizonte em 1991 e, desde então, contando com os músicos Haroldo Ferretti (bateria), Lelo Zaneti (baixo), Henrique Portugal (teclado) e Samuel Rosa (guitarra e vocais).

A banda vem neste mês de julho aos Estados Unidos, onde fará apresentações em Boston (22), New York (23) e Miami (24), numa realização da Brazil In Concert. Os shows promovem o mais recente disco do Skank, “Velocia”, nono álbum de estúdio da banda, lançado em 2014. Com canções voltadas para o folk e o reggae, mas sempre com a pegada pop que marca os sucessos do conjunto, o disco conta com participações especiais do rapper carioca BNegão, o cantor e compositor Nando Reis e a cantora paulista Lia Paris. O álbum foi produzido por Dudu Marote, que também assinou outros discos bem-sucedidos do quarteto mineiro, como “Estandarte”, “Calango” e “O Samba Poconé”.

A seguir, Henrique Portugal fala, em entrevista ao AcheiUSA, sobre a expectativa para os shows nos EUA e o que os brasileiros daqui vão curtir nas apresentações.

AcheiUSA: Essa não é a primeira turnê do Skank pelos Estados Unidos. Em 2009, vocês passaram pelo país promovendo o disco “Estandarte”. O que você lembra desse giro pela América?

Henrique Portugal: Na verdade já tocamos algumas vezes nos Estados Unidos. A recepção é sempre muito boa. O público brasileiro presente nos shows é muito importante para criar o clima perfeito.  Este tour de 2009 foi muito bom e tenho certeza que está agora em 2016 será melhor ainda.  

Tocar para brasileiros que vivem no exterior (público que certamente é a maioria da plateia em um show do Skank nos EUA) é diferente? 

O público brasileiro sempre traz um sabor especial. Os shows são sempre muito animados. É uma receita perfeita. Criar um ambiente brasileiro, com músicas conhecidas. Isto sempre torna os shows únicos.

AU: Que músicas não faltarão nas apresentações do Skank nos Estados Unidos?

HP: Será um resumo da nossa carreira para que todos que forem aos shows possam cantar e participar bastante. 

Atualmente estamos trabalhando o álbum “Velocia” e durante os shows no Brasil tocamos algumas músicas deste álbum junto a sucessos mais conhecidos.  O setlist nos shows dos EUA será um pouco diferente. Dependendo da animação do público sempre aparece alguma novidade inesperada.  

AU: “Velocia” é o 9º disco do Skank. Seis anos separaram o lançamento desse trabalho de “Estandarte”. Por que levou tanto tempo para que a banda gravasse o álbum? 

HP: Na verdade, durante este intervalo lançamos um álbum gravado ao vivo no Mineirão e também o projeto Skank 91.  Lançamos o “Velocia” somente quando chegamos à conclusão de que já estávamos prontos para um álbum completo, de inéditas.

AU: A banda já tem previsão do trabalho que sucederá “Velocia”? Tem algo que dê para adiantar sobre um possível novo disco? 

HP: Ainda não decidimos o que vamos fazer. Talvez lançar uma compilação com grandes sucessos para a América Latina. Mas não tem nada resolvido ainda. Ainda temos que rodar bastante com o álbum “Velocia”.

SERVIÇO
Skank apresenta #TurneVelociaUSA
Data: 24 de julho (domingo)
Local: North Beach Bandshell (7275 Collins Ave, Miami Beach 33141)
Preços: a partir de $55
Tickets online: www.BrazilInConcert.com