FBI assume investigações de tragédia em show de rap em Houston, Texas

Oito pessoas que estavam no show do rapper Travis Scott morreram e outras centenas ficaram feridas; menino de 9 anos que estava com o pai está em coma

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Oito pessoas morreram após serem pisoteadas em show de rapper no Texas (Foto ABC13)

Agentes do FBI buscam respostas para esclarecer o que aconteceu na noite de sexta-feira (5), quando oito pessoas morreram e outras centenas ficaram feridas durante o show do rapper Travis Scott em Houston, Texas.

Pelo menos 18 processos na Justiça já foram protocolados contra a organização do Astroworld Festival. Scott, que se responsabilizou por pagar todas as despesas dos funerais das vítimas, cancelou suas próximas apresentações.

As vítimas foram identificadas como Axel Acosta, de 21 anos, Danish Baig, de 27, Madison Dubiski, de 23, John Hilgert, de 14, Jacob Jurinek, de 20, Franco Patino, de 21, Rodolfo Peña, de 23 e Brianna Rodriguez, de 16 anos.

Investigadores estão trabalhando para determinar todas as possíveis causas das mortes e ferimentos dos presentes ao show, que tinha muitos adolescentes entre os presentes. Os agentes vão buscar por drogas que estariam sendo consumidas no local. “Essa investigação vai demorar algumas semanas”, disse a juíza responsável pelo caso, Lina Hidalgo.

“As pessoas começaram a empurrar para chegar perto do palco, umas caíram e foram pisoteadas pela multidão. Tinha muita gente, muito mais que o aceitável. As pessoas ficaram presas e acabaram mortas”, disse o jovem Billy Nasser, que estava no show.

Um garoto de 9 anos que ficou ferido durante o festival de música Astroworld, do rapper Travis Scott, entrou em um coma induzido. Ezra Blount estava nos ombros do pai, quando os fãs começaram a se esmagar na plateia e o pai do garoto desmaiou. Quando ele acordou, não encontrou mais seu filho.

A família começou a ligar para os hospitais até que conseguiu localizar a criança em um hospital infantil. Segundo os médicos, o cérebro do menino inchou, e os batimentos do coração chegaram a ser interrompidos antes do garoto chegar ao hospital.

Os médicos induziram o coma até que o inchamento passe e as funções cardíaca e cerebral voltem ao normal. (Com informações da CNN)