Flamengo está na final da Copa do Brasil

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Golaço de Arrascaeta define o placar na vitória do Flamengo sobre o São Paulo (Foto: Gilvan Souza/CRF)
Golaço de Arrascaeta define o placar na vitória do Flamengo sobre o São Paulo (Foto: Gilvan Souza/CRF)

O Clube de Regatas do Flamengo está em mais uma final na temporada de 2022. Depois de eliminar o Velez Sarsfield na semifinal da Copa Libertadores da América, o Rubro-Negro carioca carimbou sua presença na final da Copa do Brasil ao derrotar o São Paulo (mais uma vez!) por 1 a 0 na quarta-feira (14) diante de um público de 62.977 presentes que proporcionaram uma renda de R$ 5.499.219,25.

A partida foi um anti-clímax para uma semifinal de Copa do Brasil. Como o Flamengo havia derrotado o Tricolor paulista por 3 a 1 no Morumbi há três semanas, nem mesmo o mais fanático sãopaulino acreditava numa reviravolta diante da melhor equipe do futebol brasileiro na atualidade.

E as previsões se confirmaram. Após um início animador, no qual a equipe do São Paulo trocou passes por cerca de dois minutos, o time da casa marcou seu gol com Pedro. Para felicidade dos visitantes, porém, a arbitragem marcou corretamente posição de impedimento.

Pouco a pouco, o Flamengo foi tomando conta do jogo e, aos 30 minutos da primeira etapa, Arrascaeta abriu o placar que determinou sua vitória. O goleiro Jandrei ainda foi responsável por uma defesa espetacular ao evitar um golaço de Gabigol por cobertura. 

No segundo tempo, o jogo foi morno. O São Paulo não tinha força para reagir, mesmo com as substituições promovidas por Rogério Ceni, e o Flamengo claramente se poupou por saber que a fatura estava liquidada e guardou energia para o clássico contra o Fluminense, marcado para o domingo (18) no Maracanã. No mesmo dia, o São Paulo terá outra pedreira. O Tricolor do Morumbi joga contra o Ceará, no Castelão, em Fortaleza.

O Flamengo vai jogar contra Corinthians ou Fluminense – o adversário ficou definido na quinta-feira (15) – nos dias 12 e 19 de outubro. Pelo Brasileirão, o Timão joga no domingo, em Belo Horizonte, contra o América (MG).

Os bichos-papões do futebol brasileiro

Paulo Nobre foi o artífice da recuperação do Palmeiras no futebol brasileiro (Foto: palmeirasonline.com)
Paulo Nobre foi o artífice da recuperação do Palmeiras no futebol brasileiro (Foto: palmeirasonline.com)

Com a classificação do Flamengo para as duas finais (Copa do Brasil e Libertadores da América), aumentam as probabilidades de o Rubro-Negro conquistar mais títulos. 

Seu grande rival no momento, o Palmeiras, reúne mais de 81% de chance de ser campeão brasileiro na temporada 2022. 

Essas conquistas apenas reforçam o predomínio dos dos maiores clubes do Brasil. Para se ter uma ideia, listamos abaixo a quantidade de títulos conquistados pelos dois contendores nos últimos oito anos – período em que os dois se destacaram entre os principais clubes do país.

O Flamengo venceu os campeonatos cariocas de 2014, 2017, 2019, 2020 e 2021; a Copa Libertadores de 2019; a Recopa Sul-Americana de 2020; a Copa do Brasil de 2013; a Supercopa do Brasil de 2020 e 2021,  e o Campeonato Brasileiro de 2019 e 2020.

Já o Palmeiras foi campeão paulista em 2020 e 2022; campeão brasileiro em 2016 e 2018; vencedor da Florida Cup em 2020; ganhou duas vezes consecutivas a Copa Libertadores da América em 2020 e 2021, e a Copa do Brasil em 2020.

Vale a pena notar que os dois clubes passaram por situações difíceis recentemente. O Palmeiras foi birebaixado para a Série B em 2002 e 2012, enquanto o Flamengo escapou por pouco do rebaixamento em 2001, quando terminou em 24º lugar, e em 2014, quando esteve a ponto de ser rebaixado para a segunda divisão.

No entanto, com a ascensão de Eduardo Bandeira de Melo e seu grupo ao poder, o Flamengo deu uma guinada positiva. Os novos comandantes flamenguistas privilegiaram o saneamento das finanças do clube e prepararam o terreno para a grande decolagem do time no cenário futebolístico do Brasil e da América do Sul, amparado sobretudo na força de sua torcida – a maior do continente.

Após uma administração desastrosa de Arnaldo Tirone e Roberto Frizzo, que culminou no rebaixamento, o Palmeiras elegeu Paulo Nobre como seu novo presidente. O novo mandatário adotou a política de colocar a casa em ordem no quesito financeiro, antes de pensar na reestruturação do time dfe futebol. A política se revelou correta, mesmo com o susto em 2014, quando o Verdão quase amargou seu terceiro rebaixamento neste século.

Hoje, os dois clubes são protagonistas no futebol do Brasil e da América do Sul. Seus rivais, times também de grandes torcidas, estão tentando reduzir a distância para os atuais poderosos. O Atlético Mineiro ameaçou no ano passado, com uma temporada fantástica, conquistando o Campeonato Mineiro, o Brasileirão e a Copa do Brasil e chegando à semifinal da Copa Libertadores. A fórmula do Galo, porém, parece ser mais frágil do que a de Verdão e Mengão, por se apoiar basicamente no mecenato de quatro torcedores ricos, os chamados “4 Rs”, coincidentemente todos eles têm seus nomes começando com a letra R. 

Alguns clubes ensaiam sua recuperação com a adoção de um novo elemento: as chamadas SAFs (Sociedade Anônima de Futebol), que assumem os clubes endividados e injetam dinheiro para recuperá-los e devolvê-los ao panteão dos gigantes do futebol brasileiro. Cruzeiro, Botafogo e Vasco da Gama são os primeiros a optar por este recurso. Entretanto, outros clubes grandes estão abertos a se tornarem SAF. Conversas já foram iniciadas com o Bahia, Santos, Fluminense e São Paulo.

Aston Martin oficializa brasileiro Felipe Drugovich como piloto reserva e projeta estreia em treino livre de Abu Dhabi

Campeão da Fórmula 2, paranaense Felipe Drugovich pode ser o representante do Brasil em 2023 (Foto: Aston Martin)
Campeão da Fórmula 2, paranaense Felipe Drugovich pode ser o representante do Brasil em 2023 (Foto: Aston Martin)

A Aston Martin contratou o piloto brasileiro Felipe Drugovich. Em anúncio realizado na segunda-feira (12), o time britânico confirmou que ele fará parte do recém-inaugurado programa de desenvolvimento da equipe. E a escuderia já projetou a estreia do paranaense para o treino livre 1 do GP de Abu Dhabi, que acontece no dia 18 de novembro.

Felipe, de 22 anos, também guiará a Aston Martin no teste de jovens pilotos de Abu Dhabi, que acontece na semana posterior ao encerramento da temporada da Fórmula 1. A equipe também confirmou que em 2023 o piloto passará por um programa de testes extenso com o carro de 2021, além de participar de alguns finais de semana de corrida como reserva do time.

“Ter me tornado membro do Programa de Desenvolvimento de Pilotos de Fórmula 1 da Aston Martin é uma oportunidade fantástica para mim — e isso só soma no que já foi uma temporada 2022 extremamente agradável e bem sucedida”, disse Drugovich.

“Vencer a Fórmula 2 é considerado há muito tempo o melhor ponto de partida para uma carreira na Fórmula 1, e ver o meu papel na Aston Martin me dá todas as ferramentas para esse crucial próximo passo”, finalizou.

Por falar em Fórmula 1 tudo indica que Max Verstappen deve conquistar o bicampeonato da categoria. Ele lidera a classificação com 335 pontos, seguido por Charles Leclerc (219), Sergio Pérez (210), George Russell (203), Carlos Sainz Jr. (187) e Lewis Hamilton, com 168 pontos e sem chance de conquistar o título, apesar de ainda restarem seis provas: GP de Singapura (2 de outubro), GP do Japão ( 9 de outubro), GP dos EUA – COTA / Austin (23 de outubro), GP do México(30 de outubro), GP de São Paulo (13 de novembro), e GP de Abu Dhabi (20 de novembro).

O adeus de uma lenda do tênis mundial

Roger Federer, o cavalheiro do tênis, se aposenta das quadras (Foto: tennisworldusa.org)
Roger Federer, o cavalheiro do tênis, se aposenta das quadras (Foto: tennisworldusa.org)

Depois da despedida de Serena Williams no US Open 2022, chegou a vez de mais um ídolo do tênis anunciar que está deixando as quadras.

Roger Federer anunciou na quinta-feira (15) a aposentadoria após a disputa da Laver Cup, que será no fim de setembro. O suíço, de 41 anos, tem um currículo invejável, com 103 títulos, sendo 20 Grand Slams. Além disso, acumulou mais R$ 680 milhões em premiações ao longo da carreira.

A despedida na Laver Cup será de alto nível. Federer estará ao lado de grandes nomes do tênis como Rafael Nadal, Novak Djokovic e Andy Murray – que foram por anos adversários do suíço nas quadras por quase toda carreira.

Federer soma 103 troféus da ATP na carreira, sendo 20 títulos de majors. Ao todo, são oito em Wimbledon (2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009, 2012, 2017), sendo considerado o Rei da Grama inglesa. Além disso, são seis conquistas do Australian Open (2004, 2006, 2007, 2010, 2017, 2018), cinco no US Open (2004, 2005, 2006, 2007, 2008) e um em Roland Garros (2009).