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Flórida e outros 19 estados processam Biden por programa que fixa cota para entrada de imigrantes de 4 países

Medida autoriza até 30 mil cidadãos de Cuba, Haiti, Nicarágua e Venezuela a migrar para os Estados Unidos todos os meses

U.S Coast Guard intercepta barco com imigrantes haitianos em Boca Chica, na Florida (foto: US Coast Guard)
U.S Coast Guard intercepta barco com imigrantes haitianos em Boca Chica, na Florida (foto: US Coast Guard)

O governador Ron DeSantis se juntou a  outros 19 líderes republicanos para barrar uma medida recém-anunciada pelo governo Biden que admite a entrada de até 30 mil imigrantes de Cuba, Haiti, Nicarágua e Venezuela, por mês, nos Estados Unidos. 

Encabeçado pelo Texas, o grupo alega que a Casa Branca não tem autoridade legal para decidir sozinha sobre o assunto, e que os estados serão “ainda mais prejudicados pelo alto fluxo de estrangeiros vindos desses quatro países”.

O secretário de Department of Homeland and Security, Alejandro Mayorkas, declarou que o novo programa busca prestar “assistência humanitária” aos imigrantes, e aqueles pegos tentando cruzar ilegalmente a fronteira com o México são automaticamente excluídos. O texto da regra destaca ainda que é preciso solicitar asilo ainda em suas terras natais, e indicar um cidadão americano como patrocinador.

À NBC, a Procuradora-geral da Flórida, Ashley Moody, disse que a iniciativa não vai funcionar e, ao contrário, continuará  “inundando o país de ilegais”.

Nas últimas semanas, o Sunshine State tem recebido uma quantidade  sem precedentes de imigrantes de Cuba e do Haiti que chegam depois de uma perigosa jornada pelo mar. Na noite de Ano Novo, o Dry Tortugas National Park, um território com mais de 100 milhas quadradas no condado de Monroe, foi fechado para o público depois que mais de 300 viajantes cubanos desembarcaram no local. O governo estadual informou que já está sem recursos para  interceptar as embarcações e reativou a guarda nacional para ajudar na operações.

A Casa Branca ainda não se manifestou sobre a ação movida pelos governadores.

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