Miami será a capital mundial da Fórmula 1 no fim de semana de 1º a 3 de maio: o circuito está de volta depois de um mês de paralisação devido ao cancelamento das provas no Bahrein e na Arábia Saudita por conta do conflito no Oriente Médio. E a corrida e os treinos já terão as adaptações estabelecidas pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para tornar a disputa entre as equipes mais emocionante e reduzir o risco de acidentes graves. O atual líder do campeonato é o jovem italiano Andrea Kimi Antonelli, da Mercedes.
O GP de Miami, o quarto da temporada, marca uma nova fase na categoria. O regulamento introduzido agora prevê a redução do limite de recarga de energia a cada volta e o aumento da potência do sistema híbrido dos motores, bem como mudanças para as corridas com chuva (o que provavelmente acontecerá no dia 3 maio, de acordo com a previsão do tempo). Os pilotos, estrelas principais do esporte, não ficaram satisfeitos com as modificações e reclamaram muito que o “superclipping”, a técnica de gestão de energia, tornou os bólidos mais lentos e imprevisíveis. “Os carros de 2026 são, provavelmente, os mais complicados de todos os tempos para dirigir”, resumiu o atual campeão, Lando Norris.
Mesmo com as críticas, a prova já mobiliza toda a região. Este será o quinto ano desde que a corrida passou a ser sediada no Hard Rock Stadium, sempre com a presença maciça de celebridades na plateia e grandes marcas no paddock, o que de fato dá um charme de cultura pop ao evento, só comparável a Mônaco. O circuito na área do estacionamento do estádio, combina longas retas com trechos técnicos e zonas de baixa velocidade, exigindo equilíbrio aerodinâmico das máquinas e precisão dos pilotos. O calor e a umidade do Sul da Flórida também representam um desafio extra para as equipes em termos de desgaste dos pneus e as estratégias de pit stop.
Além do líder do campeonato, outro favorito é o companheiro de equipe do italiano, o inglês George Russell. Isso prova que a Mercedes é realmente a escuderia a ser batida este ano, especialmente com as mudanças no regulamento. Mas não é prudente descartar outros fortes candidatos à bandeirada quadriculada no final das 57 voltas: com talento e experiência de sobra, o holandês Max Verstappen (Red Bull/Ford) e o inglês Lewis Hamilton (Ferrari), donos de quatro e sete títulos do Campeonato Mundial de Fórmula 1, respectivamente, podem surpreender.
DROPS
- LeBron James é, realmente, fantástico. O Los Angeles Lakers abriu 2 a 0 na disputa da primeira rodada dos playoffs da NBA contra o Houston Rockets graças ao nível extraordinário do veterano de 41 anos. E isso porque a franquia da Califórnia está jogando sem dois dos principais atletas: os armadores Luka Doncic (candidato a MVP da temporada) e Austin Reaves, ambos contundidos. Se o Lakers for mais longe na Conferência do Oeste, vai ficar ainda mais difícil não cravar LeBron como o maior de todos os tempos (GOAT).
- Aqueles que torcem para o retorno de Neymar à Seleção Brasileira devem ter ficado decepcionados com o desempenho do “craque” nos últimos dias. O Santos teve três jogos em casa, na Vila Belmiro, para que o atleta pudesse cavar o seu espaço com o técnico Carlo Ancelotti, mas… além de não ter sido decisivo nestes confrontos contra Deportivo Recoleta (um time quase amador, que jogou com os reservas) pela Sul-Americana, Fluminense (em crise) pelo Brasileirão e Coritiba (clube que veio da 2ª divisão) pela Copa do Brasil, Neymar arrumou confusão com os torcedores do Peixe e saiu de campo vaiado em todos os jogos. A convocação final para o Copa do Mundo será divulgada no dia 18 de maio.

