Abastecer o carro voltou a pesar mais no bolso dos americanos. Segundo a AAA, a gasolina comum chegou a uma média de US$ 4,30 por galão na Flórida, enquanto a média nacional está em US$ 4,44. Apesar da forte alta, o estado ainda paga menos que a média do país.
A situação é bem diferente na Califórnia. Dados da AAA mostram que o galão já passa de US$ 6, o maior preço entre os estados. Segundo a California Energy Commission, além das oscilações do petróleo, o estado tem impostos e taxas elevados, exige uma composição específica de gasolina e possui um mercado de combustíveis relativamente isolado do restante do país.
Na Flórida, a vulnerabilidade vem de outro lado. De acordo com a U.S. Energy Information Administration (EIA), o estado não possui refinarias de petróleo e grande parte dos combustíveis chega por navios aos seus portos. Por isso, mudanças no mercado e no transporte marítimo podem chegar rapidamente às bombas.
Por trás da alta está principalmente a tensão no Oriente Médio, que vem afetando o transporte e a oferta de petróleo. Segundo a Reuters, mesmo com uma queda na cotação nesta quinta-feira (17 de setembro), o petróleo continua acima dos US$ 100 por barril, e o impacto das últimas semanas ainda chega aos postos americanos.
O diesel também preocupa. A média nacional já superou US$ 6 por galão pela primeira vez, segundo dados da AAA e da GasBuddy. Estoques baixos nos EUA e problemas na oferta internacional também vêm pressionando os preços.
