Estados Unidos

Gasolina volta a subir nos EUA; Flórida chega a US$ 4,30 e Califórnia passa de US$ 6

Conflito no Oriente Médio pressiona combustíveis em todo o país, mas diferenças no abastecimento ajudam a explicar os preços em cada estado

Petróleo dispara após Trump rejeitar proposta de cessar-fogo do IrãPlano previa a reabertura do Estreito de Ormuz, rota importante para o transporte de petróleoO preço do petróleo voltou a subir nesta segunda-feira (28), após o presidente Donald Trump rejeitar uma proposta do Irã para interromper os combates e reabrir o Estreito de Ormuz.Apresentado durante a Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, o plano previa a reabertura da passagem marítima em até sete dias e a retomada das conversas sobre o programa nuclear iraniano. Em troca, o Irã pedia que os Estados Unidos encerrassem o bloqueio de seus portos, suspendessem sanções e liberassem recursos iranianos congelados.O barril de petróleo usado como referência internacional passou dos US$ 107 nesta segunda-feira. O Estreito de Ormuz é uma das principais saídas do petróleo produzido no Oriente Médio, e a Donald Trump rejeitou a proposta de cessar-fogo do Irã, mas afirmou esperar novas conversas nesta semana.(Foto: Foto: Pickpik / Domínio Público)

Abastecer o carro voltou a pesar mais no bolso dos americanos. Segundo a AAA, a gasolina comum chegou a uma média de US$ 4,30 por galão na Flórida, enquanto a média nacional está em US$ 4,44. Apesar da forte alta, o estado ainda paga menos que a média do país.

A situação é bem diferente na Califórnia. Dados da AAA mostram que o galão já passa de US$ 6, o maior preço entre os estados. Segundo a California Energy Commission, além das oscilações do petróleo, o estado tem impostos e taxas elevados, exige uma composição específica de gasolina e possui um mercado de combustíveis relativamente isolado do restante do país.

Na Flórida, a vulnerabilidade vem de outro lado. De acordo com a U.S. Energy Information Administration (EIA), o estado não possui refinarias de petróleo e grande parte dos combustíveis chega por navios aos seus portos. Por isso, mudanças no mercado e no transporte marítimo podem chegar rapidamente às bombas.

Por trás da alta está principalmente a tensão no Oriente Médio, que vem afetando o transporte e a oferta de petróleo. Segundo a Reuters, mesmo com uma queda na cotação nesta quinta-feira (17 de setembro), o petróleo continua acima dos US$ 100 por barril, e o impacto das últimas semanas ainda chega aos postos americanos.

O diesel também preocupa. A média nacional já superou US$ 6 por galão pela primeira vez, segundo dados da AAA e da GasBuddy. Estoques baixos nos EUA e problemas na oferta internacional também vêm pressionando os preços.

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