Grécia vai às urnas pela 2ª vez em 8 meses e reelege esquerda

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Os eleitores gregos reconduziram Alexis Tsipras ao poder com uma vitória expressiva nas eleições no domingo (20), mostrando que o carismático líder esquerdista permanece como principal figura política da Grécia apesar de ceder à pressão da União Europeia por um pacote de resgate grego ao qual ele um dia se opôs.

Com cerca de um quarto dos votos contabilizados, o partido de Tsipras, o Syriza, já despontava com cerca de 35,3% dos votos, deixando facilmente para trás seu principal adversário, o conservador Nova Democracia, com 28,1% dos votos.

O ministro do Interior disse que o resultado das urnas garante 144 assentos no parlamento (que tem 300 cadeiras), cinco a menos do que quando o Syriza chegou ao poder pela primeira vez no início do ano. O Nova Democracia rapidamente reconheceu a derrota.

Uma fonte do Syriza afirmou que o partido deverá se voltar novamente ao pequeno partido de direita Gregos Independentes para formar uma coalizão, restaurando a aliança que levou Tsipras ao poder pela primeira vez há nove meses.

O primeiro-ministro convocou eleições no último mês quando seu partido se dividiu sobre a mudança de posição a respeito do pacote de resgate de 86 bilhões de euros, que o mandatário grego aceitou apesar de ter vencido um referendo cuja opinião popular pedia o contrário, a rejeição dos termos.

“O resultado eleitoral parece se consolidar com Syriza e o senhor Tsipras na liderança. Eu o parabenizo e peço que crie logo o governo que é necessário”, disse o líder do Nova Democracia, Vangelis Meimarakiis.

A vitória de Tsipras é aparentemente maior do que o que previam as pequisas de opinião. O esquerdista radical se opusera duramente às medidas de austeridade impostas pelos credores internacionais, para depois desistir no último mês quando os bancos gregos foram fechados e o país se viu prensado contra a parede.