Organizações de direitos civis criticaram a decisão do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) de alterar regras de transparência sobre a divulgação de mortes ligadas à custódia da agência. Segundo essas entidades, a mudança pode reduzir a visibilidade de casos em que detentos deixam centros de detenção em estado grave de saúde e morrem pouco tempo depois da liberação.
O ICE deixou de exigir a notificação de mortes que ocorram até 30 dias após a saída da custódia. Com a mudança, a agência passará a registrar apenas óbitos de pessoas que ainda estejam detidas no momento da morte. Casos em que o ex-detento morre após ser liberado não precisarão mais ser incluídos nas estatísticas oficiais.
Segundo dados federais, pelo menos 48 pessoas morreram sob custódia de imigração desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, sendo 18 nos primeiros meses de 2026.
A regra dos 30 dias havia sido adotada em 2021, durante o governo Biden, para ampliar a transparência em situações em que detentos deixavam centros de detenção com problemas de saúde e morriam pouco tempo depois.
Agora, o ICE afirma que voltará a divulgar apenas mortes ocorridas durante a custódia. O Departamento de Segurança Interna diz que não cabe à agência monitorar ex-detentos após a liberação.
