ICE prende 114 imigrantes em New York

Os detidos são naturais de 35 países, incluindo 21 do México, 16 do Equador e 11 da República Dominicana

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Aumenta o número de deportações no interior dos EUA
Aumenta o número de deportações no interior dos EUA

As autoridades federais de imigração informaram a prisão de 114 estrangeiros na região metropolitana de New York, sendo 99 deles na cidade, durante batidas realizadas em 11 dias no mês de julho. Os agentes do U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) detiveram 104 homens e 10 mulheres na operação que focalizou em imigrantes com antecedentes criminais, incluindo um mexicano condenado por homicídio e um equatoriano por estupro.

Os representantes do ICE não informaram exatamente onde essas pessoas foram presas, mesmo que elas possuam casos criminais pendentes ou serão julgadas por reentrar clandestinamente nos EUA. Segundo um comunicado do órgão, 82 dos detidos possuem antecedentes criminais, enquanto 15 têm acusações pendentes e 37 receberam ordens finais de deportação. Entre aqueles condenados por crimes, 12 foram por envolvimento com drogas e 5 por abuso sexual, detalharam os representantes do ICE.

“Independentemente da política, o ICE será diligente na sua responsabilidade de encontrar aqueles que entram nos Estados Unidos e atacam as nossas vizinhanças e enviá-los aos seus países de origem”, disse Thomas Decker, diretor do ICE em Nova York.

Os detidos são naturais de 35 países, incluindo 21 do México, 16 do Equador e 11 da República Dominicana. Natalia Aristizabal, do grupo de ativistas Make the Road, criticou as batidas migratórias considerando-as ações “absolutamente desumanas” promovidas pela administração Trump, a qual ela comparou à “tática de guerra”.

“O objetivo principal deles é não somente destruir a vida de quem eles pegam, mas também intimidar a comunidade imigrante em geral”, disse Natália.

As batidas migratórias são resultado da promessa de Trump no combate aos indocumentados. As detenções aumentaram quase 40% durante os primeiros 100 dias do novo Presidente no cargo, totalizando 41.300 pessoas presas em contraste com 30 mil em 2016. O ICE alegou em maio que quase 75% dos detidos eram criminosos condenados, embora dados revelem que o pico nas prisões envolve quem nunca cometeu crimes.