Imigração e economia foram assuntos dominantes em novo debate Republicano

Hillary Clinton, principal adversária Democrata, foi lembrada em vários momentos

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2011

DA REDAÇÃO (com Agências) – Imigração e economia deram o tom do quarto debate dos pré-candidatos do partido Republicano na última terça-feira (10) em Milwaukee. “Este é um país que está sendo atingido em cada frente, econômica, militar, e não fazemos nada para ganhar”, disse o magnata Donald Trump.

O cirurgião Ben Carson e Trump concordaram em que o salário mínimo não deve ser aumentado, enquanto o senador pela Flórida Marco Rubio afirmou que “a melhor forma de tornar os Estados Unidos melhor é com uma reforma fiscal, uma reforma regulatória e o controle da dívida”, e acabando com o Obamacare, o programa de saúde do presidente Barack Obama. Vale lembrar que a principal pré-candidata Democrata, Hillary Clinton, vem batendo na tecla do aumento do mínimo de $15 pago por hora, hoje o média é de $7,50.

Trump voltou a falar sobre a deportação de imigrantes ilegais ao afirmar que “têm que ser expulsos, não há outra opção se vamos administrar corretamente nosso país”. “Somos um país de leis, precisamos de fronteiras e de um muro, muro que será construído com sucesso”.

O ex-governador da Flórida Jeb Bush disse que “simplesmente não é possível destruir comunidades” expulsando imigrantes do país”. “Apenas tendo esta conversa enviamos uma poderosa mensagem (aos eleitores): agora mesmo estão aplaudindo a campanha de (Hillary) Clinton”.

“A maneira de conquistar a presidência é tendo planos práticos”, disse Jeb Bush, que propôs um “status legal” para imigrantes ilegais no país desde que paguem uma multa, consigam um trabalho, aprendam inglês e não cometam crimes.

O governador de Ohio, John Kasich, concordou que “é preciso proteger as fronteiras, mas se alguém acredita que vamos recolher 11 milhões de pessoas (imigrantes ilegais) para enviá-las ao México, deve pensar nas famílias, nas crianças”.

O debate teve um momento de descontração quando Carson agradeceu aos mediadores por não perguntarem o que ele “disse quando tinha quinze anos”.

Carson, neurocirurgião aposentado e único candidato negro na corrida presidencial, incluiu West Point em seu histórico pessoal, tendo, inclusive, escrito sobre o assunto em sua autobiografia, intitulada “Gifted Hands”, algo que de fato não ocorreu.

O médico também já disse que as pirâmides do Egito foram construídas por José, o personagem bíblico, como celeiros e não para sepultar os faraós, como afirmam os arqueólogos.

As primárias começam em menos de três meses, em 1º de fevereiro em Iowa (centro) e 9 do mesmo mês em New Hampshire (nordeste), num processo que culminará em junho com a nomeação do candidato republicano.

Carson, que tem cativado os eleitores com sua forte convicção cristã e uma história inspiradora de como superou uma infância difícil em Detroit e conquistou uma carreira de sucesso como neurocirurgião, disputa a liderança com Trump, o polêmico milionário do ramo imobiliário, que sofre uma estagnação de sua popularidade. Os dois dividem a metade das intenções de voto dos republicanos.

São seguidos pelos senadores Rubio e Ted Cruz (Texas), dois homens de origem cubana que se opõem à reforma da imigração e que aproveitaram os debates para ganhar notoriedade.

Do lado Democrata, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, de 68 anos, voa silenciosamente com 22 pontos à frente do senador Bernie Sanders, de 74 anos, um autodenominado “socialista democrata”.