Imposto de Primeiro Mundo

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Brasil tem maior carga tributária da América Latina

A carga tributária no Brasil corresponde a 36% do PIB (Produto Interno Bruto) do país e é a maior da América Latina, segundo uma pesquisa divulgada pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Intitulado ‘O Papel da Política Tributária diante da Crise Global: Consequências e Perspectivas’, o levantamento analisou 19 países da região e considerou dados de 2007. A Argentina aparece em segundo lugar, com carga tributária equivalente a 29% do PIB. No Uruguai, esse percentual é de 24%, no Chile, de 21%, no Peru, de 17%, e no México, de 12%. Em último na relação da Cepal vem o Haiti, com carga tributária correspondente a 10% do PIB.
A pesquisa foi apresentada durante o Fórum da Europa e da América Latina, que aconteceu na capital do Uruguai, Montevidéu. Os autores do trabalho, Juan Pablo Jiménez, da Divisão de Desenvolvimento Econômico da Cepal, e Juan Carlos Gómez Sabaini, consultor do organismo, disseram que os países que mais cobram impostos hoje são os “menos expostos” aos efeitos da crise econômica internacional.

“O nível de pressão tributária é um indicador decisivo dos possíveis efeitos na área de arrecadação e coloca os países com menor carga tributária no grupo dos mais expostos à turbulência externa”, afirmaram os autores no documento. Segundo eles, isso ocorre porque esses países seriam mais dependentes de recursos externos. De acordo com a Cepal, o Brasil está entre os países menos vulneráveis à crise, ao lado de Costa Rica, Uruguai, Nicarágua, Peru e Argentina.

Os autores citam entre os países “mais expostos” aos efeitos da crise Equador, Panamá, México e Bolívia, que estão entre os que têm menor carga tributária no ranking da Cepal.