Imprensa internacional dá destaque para as eleições brasileiras

Eleição presidencial do Brasil é manchete nos principais veículos de comunicação do mundo

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Passada a votação de domingo (2), que levou para o segundo turno a decisão de quem assumirá o posto de próximo presidente do Brasil, a imprensa internacional reagiu ao resultado das urnas. Em manchete, The New York Times destacou: “Bolsonaro e Lula vão ao segundo turno para decidir o líder da maior democracia da América Latina”. Segundo o artigo, publicado nesta segunda-feira (3), o Brasil enfrenta uma corrida presidencial de alto risco: “Os dois são os políticos mais proeminentes – e polarizadores – do país. A esquerda no Brasil vê Bolsonaro como uma perigosa ameaça à democracia do país e sua posição no cenário mundial, enquanto os conservadores do país veem Lula como um ex-presidiário que foi parte central de um vasto esquema de corrupção que ajudou apodrecer as instituições do Brasil. Muitos eleitores deixaram claro que estão se alinhando mais contra um candidato do que a favor do outro”, comparou, anunciando os resultados de Lula, que recebeu 48,4% dos votos válidos, contra 43,23% de Bolsonaro.

A agência de notícias Reuters também noticiou as eleições do Brasil, com a seguinte análise: “Após um aumento inesperado, muitos especialistas apostam que o momento eleitoral está agora com Bolsonaro. Se ele conseguir um retorno dramático, romperia com uma onda de vitórias para a esquerda em toda a região nos últimos anos, incluindo México, Colômbia, Argentina e Chile”, publicou.

Já o jornal britânico The Guardian botou luz nos eleitos para o Congresso, com a seguinte chamada: “Esquerda brasileira comemora vitórias eleitorais de candidatos trans e indígenas”. A matéria celebra a eleição de dois representantes trans para o Congresso, Erika Hilton, de São Paulo, e Duda Salabert, de Belo Horizonte. Também de duas mulheres indígenas, Sônia Guajajara, que foi eleita uma das “100 Pessoas Mais Influentes” pela revista TIME no início deste ano, e Célia Xakriabá, ambas sob a bandeira do partido progressista PSOL. “Vários dos aliados que ajudaram a eleger Jair Bolsonaro há quatro anos foram desprezados pelos eleitores”, concluiu a publicação.

The Wall Street Journal fez uma longa reportagem sobre os termos de Lula e Bolsonaro, com foco nos 33 milhões de cidadãos em situação fome no Brasil esse ano, contra 19 milhões no final de 2020, segundo o grupo de pesquisa Penssan. “Moradores das favelas do Brasil classificaram o combate à corrupção apenas como sua sexta prioridade, depois da criação de empregos, melhoria dos serviços de saúde, redução da inflação, combate à pobreza e educação, de acordo com uma pesquisa recente do G10 Favelas, uma organização sem fins lucrativos”, publicou. 

As eleições presidenciais brasileiras também figuraram entre os “hot topics” do Twitter no domingo, com comentários de celebridades e políticos do mundo inteiro.