Internet: Brasil é o terceiro país em número de fraude bancária

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País fica atrás apenas de Estados Unidos e Reino Unido

O Brasil é o terceiro país em número de fraudes bancárias de ”roubo de identidade” – fraudadores que realizam saques, pagamentos e transferências usando dados pessoais e bancários roubados de clientes, gerando prejuízo financeiro -, segundo pesquisa da Unisys Corporation divulgada nesta semana.

Realizado entre 8 e 22 de agosto de 2005, o estudo entrevistou cerca de 6.500 pessoas (homens e mulheres entre 18 e 60 anos) que possuem conta corrente ou cartão de crédito em oito países – México, Austrália, Estados Unidos, França, Inglaterra, Hong Kong, Alemanha e Brasil. Entre os cerca de mil brasileiros entrevistados, 9% já foram vítimas de fraude, atrás apenas e dos Estados Unidos, com 17% e Reino Unido, com 11%.

Os países escolhidos para a pesquisa representam mercados fortes distribuídos pelos cinco continentes. Os dados do Brasil revelam particularidades culturais em relação aos outros sete países: o Brasil é o último colocado no ranking de uso de Internet banking para transações bancárias, com 18% de usuários online. O vizinho México lidera a lista, com 57%. Outro dado interessante é a questão da segurança pessoal: esta é a maior preocupação dos brasileiros quando o assunto é fraude (36%), enquanto todos os outros países temem muito mais a perda financeira, fator de preocupação que está em quarto lugar (12%) no Brasil.

Entre as razões para o baixo índice do uso de Internet banking no Brasil está o alto índice de preocupação com fraudes – 70% dizem se preocupar ”muito”. Além disso, a grande maioria (84%) demonstra interesse em obter mais informações dos bancos sobre segurança e proteção contra fraudes e comportamentos suspeitos.

Para Armando Netto, diretor de serviços para o mercado financeiro da Unisys Brasil, os bancos que atuam em diferentes paÍses precisam entender a sensação de insegurança do cliente brasileiro em relação ao uso de serviços bancários.

”A preocupação chega ao nível da segurança pessoal, o que faz com que os brasileiros manifestem interesse em receber informações e ferramentas de proteção contra fraude”, afirma.