Johnny Depp se mete em outra encrenca 

Um membro da equipe do filme "City of Lies" abriu um processo judicial por agressão contra o ator

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Johnny Depp é acusado de agressão… mais uma vez (Foto: Harald Krichel – 21bis)
Johnny Depp é acusado de agressão… mais uma vez (Foto: Harald Krichel – 21bis)

Johnny Depp chegou a um acordo provisório para resolver seu novo processo judicial, protocolado por um membro da equipe do filme “City of Lies, 2018” que o acusava de agressão no set. De acordo com documentos apresentados ao tribunal na segunda-feira (11), Depp negociou com o gerente de locação Greg “Rocky” Brooks a realização de condições não especificadas até o final de agosto. 

Embora não fale em dinheiro, isso está subentendido no texto. “O acordo de liquidação condiciona a extinção deste processo ao cumprimento satisfatório de termos especificados que devem ser cumpridos dentro do prazo de 45 dias a partir da data da assinatura”, diz o documento. “Um pedido de arquivamento do processo será apresentado até 05/01/2023”. 

O caso será reaberto se Depp não cumprir os termos não revelados. O julgamento do processo estava marcado para começar no dia 25 de julho, em Los Angeles. 

Brooks abriu seu processo em junho de 2018, denunciando ter sido agredido fisicamente por Depp no set de filmagens de “City of Lies” no dia 13 de abril de 2017, quando o astro estava filmando fora do Barclay Hotel, em Los Angeles (EUA). 

Segundo o denunciante, a produção tinha permissão para trabalhar até às 19h fora do hotel, e 22h dentro do estabelecimento. 

Trabalhando como gerente de locação, Brooks conseguiu permissão duas vezes para que as filmagens seguissem por mais tempo, já que Depp teve a ideia de dirigir uma versão maior da cena com dois amigos. Ao chegar às 11pm, o responsável pelo hotel pediu para que a produção fosse embora. 

Ele informou o diretor, Brad Furman, e recebeu como resposta: “Por que você não fala isso para o Johnny Depp?”. Brooks afirma ter tentado convencer um policial que tomava conta da produção para ajudá-lo a dar a notícia ao ator, mas, antes de conseguir, o próprio Depp se aproximou dele gritando: “Quem é você? Você não tem o direito de me falar o que fazer”. 

Após explicar a situação, ele teria ouvido do ator: “Eu não importo quem você seja e você não pode me falar o que fazer”. Enquanto gritava, Depp teria desferido dois socos em Brooks. Ele também ofereceu $100 mil para que ele o socasse de volta. Nos documentos do processo, Brooks também diz que Johnny Depp costumava usar drogas no set e estava bêbado durante a gravação – situação corroborada por uma testemunha ao site Page Six na ocasião. 

O integrante da equipe afirma que foi demitido três dias depois, por se negar a assinar um contrato que pedia para ele não entrar com um processo contra Depp. Além de Johnny Depp, ele também processou o diretor Brad Furman, a produtora Miriam Furman e a empresa Good Film Productions por demissão injusta.