Katiuscia Torres e brasileiras dadas como desaparecidas são presas na Carolina do Norte

O caso das brasileiras viralizou depois de alegarem serem vítimas de um esquema de tráfico humano e prostituição liderado pela modelo Yasmin Brunet

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As brasileiras Katiuscia Torres, Desirre Freitas e Leticia Maia são presas nos EUA. Foto: Reprodução Facebook

A influenciadora Katiuscia Torres, e as brasileiras Desirre Freitas e Leticia Maia Alvarenga, dadas como desaparecidas pelas famílias nos últimos meses, foram presas na quarta-feira (2) nos Estados Unidos. O nome das jovens consta na lista de detentos de uma penitenciária do Condado de Cumberland, na Carolina do Norte, mas o motivo da prisão ainda não foi divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores ou autoridades americanas. 

O caso ganhou repercussão após o pai de Letícia, Cleider Castro Alvarenga, declarar que a jovem havia sumido pouco depois de ir para os Estados Unidos seguindo a modelo e guru Katiuscia Torres, também conhecida como “Kate A Luz”. 

Com a polícia brasileira e norte-americanas acionadas, Letícia veio à público em defesa de Katiuscia, dizendo que ela e Desirre estavam bem, mas não queriam mais contato com suas famílias. Poucos dias depois, Letícia mudou sua versão da história, acusando a modelo Yasmin Brunet de liderar um esquema de tráfico humano e prostituição, e que tinha sua amiga Desirre em cárcere privado. 

Nos documentos da polícia americana que registram as prisões das três consta que elas podem ser “liberadas mediante o pagamento de fiança”. Dependendo do crime que elas serão enquadradas, as brasileiras podem ser deportadas para o Brasil. “Todavia, quem tem o poder de decisão a respeito do pedido de extradição é o Estado Brasileiro por vias diplomáticas, com análise do Supremo Tribunal Federal e acompanhado pela Procuradoria Geral da República”, comentaram os advogados Christian Thomas Oncken e Gladys Carolina Pires Pacheco, contratados por amigos de Desirre.

A modelo Yasmin Brunet, citada em vídeos de Letícia e Desiree por envolvimento em tráfico humano, se posicionou sobre a prisão das brasileiras. “Vem para cá que a Justiça só está esperando você chegar”, publicou a modelo em suas redes sociais. Yasmin registrou uma ocorrência contra as jovens após ser acusada.

O caso é acompanhado pelo Itamaraty, pela Polícia Civil de Minas Gerais e também por autoridades dos Estados Unidos.