Líder de milícia armada que atuava na fronteira dos EUA com o México é preso

Grupo liderado por Larry Hopkins entregou brasileiros à patrulha de fronteira

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Larry Hopkins, acusado de liderar milícia contra imigrantes ilegais nos EUA — Foto Dona Ana County Detention Center
Larry Hopkins, acusado de liderar milícia contra imigrantes ilegais nos EUA — Foto Dona Ana County Detention Center

O FBI prendeu no último sábado (20) o líder de uma milícia armada denominada United Constitutional Patriots (UCP), que prendia imigrantes indocumentados e os entregava para agentes do Border Patrol. A atividade é considerada ilegal, já que eles não são militares credenciados do governo para tal ação.

Larry Mitchell Hopkins, de 69 anos, foi preso no Novo México e com ele foram encontradas diversas armas e munição.

A ONG União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), que denunciou o grupo, apresentou às autoridades uma comunidade atribuída aos UCP nas redes sociais. Na página, uma usuária identificada como Debbie Collins Farnsworth publicou fotos de brasileiros detidos.

Os líderes dos UCP afirmam ter ajudado as autoridades fronteiriças dos Estados Unidos a deterem cerca de 5,6 mil imigrantes em apenas 60 dias. O grupo diz que a presença de dois meses na fronteira visa apoiar a Patrulha de Fronteira dos EUA, que está sobrecarregada por números recordes de famílias centro-americanas em busca de asilo.

De acordo com autos apresentados nesta segunda-feira (22), testemunhas acusaram Larry Hopkins de dizer que os UCP planejavam assassinar Barack Obama, ex-presidente dos Estados Unidos. Segundo o FBI, a ex-candidata presidencial Hillary Clinton e o magnata George Soros.

Apesar de a prisão de Hopkins estar relacionada a uma acusação de porte de armas – a Justiça dos EUA o havia proibido de portar armamento –, ele foi detido apenas um dia depois de a governadora democrata do Novo México, Michelle Lujan Grisham, ordenar uma investigação do grupo. Nas redes sociais, ela disse que “intimidar ou ameaçar famílias imigrantes e postulantes a asilo é absolutamente inaceitável e precisa cessar”. (Com informações do Washington Post e G1)