Mãe que jogou filha em rio de Tampa disse que agora “ela estava pura”

Novos relatos de testemunhas que viram a mãe deixar sua filha de 4 anos se afogar podem ser fundamentais para esclarecer o caso

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Shakayla-Denson continua presa após jogar filha em rio
Shakayla-Denson continua presa após jogar filha em rio

A mulher acusada de jogar a filha de quatro anos no Hillsborough River, em Tampa (FL) no dia 3 de agosto, foi identificada como Shakayla Denson. Aos policiais ela declarou espontaneamente que agora a vítima estava” pura “e estava com a avó,” de acordo com os registros.

O detalhe anteriormente não relatado é parte de uma moção registrada na sexta-feira (3) pelo  do Hillsborough State Attorney, Andrew Warren. O escritório de Warren está pedindo a um juiz que ordene que Denson, de 26 anos, seja mantida sob custódia enquanto prossegue o processo, afirmando que ela representa uma ameaça para a comunidade.

Mergulhadores da polícia recuperaram o corpo de Je’Hyrah Daniels, de 4 anos, do rio Hillsborough, perto da ponte Columbus Drive, e prenderam a mãe dela nas proximidades. O serviço de proteção à criança havia recebido, cerca de seis semanas antes, uma denúncia de que Denson estava sobrecarregada ao criar sua filha autista.

Testemunhas disseram que Je’Hyrah estava brigando com sua mãe e gritando, e em um determinado ponto, Denson começou a gritar também. Agarrando a menina ao peito, Denson entrou no rio com a água na altura dos ombros e soltou sua filha, disse a polícia. A menina flutuou para longe e Denson voltou para a praia.

Ela foi acusada mais tarde naquele dia por homicídio em primeiro grau, abuso infantil agravado e furto de automóvel. Na sexta-feira (3), o chefe da polícia Brian Dugan disse que os investigadores ainda estão tentando descobrir o que levou Denson a deixar sua filha no rio.

Em outro momento, o Departamento da Polícia de Tampa divulgou duas ligações para o 911 sobre o incidente na segunda-feira (6).

Em uma das ligações, um homem diz que as faxineiras da casa de seu pai na Avenida Rome ligaram para ele dizendo que viram uma mulher “jogando uma criança no rio”.

Em uma entrevista com o Tampa Bay Times na sexta-feira (3), Ernest Carrera, 50, disse que ligou para o 911 por volta das 4 da tarde, depois de falar com os faxineiros da casa de seu pai. “Se eu visse essa garota, entraria e a pegaria, mas jamais a encontraria no rio”, diz Carrera na ligação, uma urgência crescente em sua voz. “Basta trazer alguém para o local. Estamos aqui procurando a garota.” (Com informações do Tampa Bay Times).