Mangueira é a campeã do Carnaval do Rio de Janeiro

Viradouro ficou em segundo lugar e comemorou com muito samba na quadra da escola; Vila Isabel ficou em terceiro

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RJ - CARNAVAL 2019/RIO/MANGUEIRA - GERAL - Desfile da Escola de Samba Mangueira, sexta agremiação a entrar na avenida pelo Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro 2019, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, na capital fluminense, na madrugada desta terça-feira (5). 05/03/2019 - Foto: DIEGO MARANHÃO/AM PRESS & IMAGES/ESTADÃO CONTEÚDO
RJ - CARNAVAL 2019/RIO/MANGUEIRA - GERAL - Desfile da Escola de Samba Mangueira, sexta agremiação a entrar na avenida pelo Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro 2019, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, na capital fluminense, na madrugada desta terça-feira (5). 05/03/2019 - Foto: DIEGO MARANHÃO/AM PRESS & IMAGES/ESTADÃO CONTEÚDO

A Estação Primeira de Mangueira é a campeã do Carnaval 2019 do Grupo Especial das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. Com o enredo politizado, denominado “História para Ninar Gente Grande”, a escola conquistou 270 pontos, nota máxima possível na apuração.

Em segundo lugar ficou a Unidos do Viradouro, seguida da Vila Isabel, Portela, Salgueiro e Mocidade Independente de Padre Miguel, que voltam à Sapucaí no sábado (9) para o Desfile das Campeãs. Duas escolas foram rebaixadas: Império Serrano e Imperatriz Leopoldinense.

O samba-enredo do carnavalesco Leandro Vieira deu destaque a personagens importantes que praticamente não foram abordados pelos livros de história, como Dandara, Luiza Mahin e Sepé Tiaraju. Dois dos maiores nomes do samba desfilaram pela Mangueira na Sapucaí. Alcione representou Dandara, uma guerreira negra do período colonial que preferiu o suicídio a voltar a viver como escrava. Já Nelson Sargento surgiu na avenida como Zumbi dos Palmares.

Homenageada em São Paulo pela Vai-Vai e no Rio pela Vila Isabel, a vereadora assassinada há um ano, Marielle Franco (PSOL), também se fez presente na Mangueira. A viúva da vereadora, Mônica Benício, desfilou na ala especial e apareceu com uma camiseta escrita “lute como Marielle”. Quem também esteve no desfile foi o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL).

A bateria e a comissão de frente, que tiraram a escola da disputa do título em 2018, tiveram novos comandantes este ano.

Na comissão de frente, assinada por Rodrigo Negri e Priscila Mota, os personagens da história oficial foram anões e tinham seus livros rasgados por índios e negros. A cantora mirim Cacá Nascimento, que participou da gravação do samba ainda nos tempos de disputa, surgiu com um livro novo, nas cores da Mangueira, e abriu a palavra “presente”, levando a plateia ao delírio.

A bateria de Mestre Wesley foi outro destaque. Com uma bossa em que uma marcha militar vira um típico batuque africano, fez as arquibancadas explodirem em delírio. Ao final, um bandeirão do Brasil nas cores da escola, carregado por ativistas, clamava pela igualdade.

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Matheus Olivério e Squel Jorgea, teve um desempenho irrepreensível, o que refletiu nas notas: receberam 10 de todos os jurados. (Com informações do UOL).