Menina jogada na lagoa é entregue a guardiões

Nome do casal que adotará Letícia é mantido em sigilo

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A menina Letícia Maria Cassiano, de dois meses, encontrada boiando na Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, foi entregue por decisão da Justiça a um casal que já estava cadastrado para adoção no Juizado da Infância e Juventude da cidade. A juíza Neuza Maria Guido destacou que a criança precisa de um ambiente saudável para o desenvolvimento físico, mental e espiritual.

A juíza esclareceu que fez várias sindicâncias, sigilosamente, para a escolha dos pais de plantão. Os nomes dos guardiões estão sendo mantidos em sigilo. Em relação ao pedido de guarda, feito pelo avô materno e pela madrasta da mãe biológica, Neuza esclarece que esse é outro processo e a ação segue os trâmites normais. A juíza disse ter levado em consideração o fato de que a menina “precisa de uma guardiã que permaneça ao seu lado diuturnamente e sem prejuízo para os demais membros do núcleo familiar”. Se preciso, o casal deverá custear despesas da criança com tratamento médico.

A polícia concluiu o inquérito sobre o caso, após a divulgação do resultado do exame de DNA. O teste confirmou que o advogado, atual namorado de Simone Cassiano da Silva, não é o pai do bebê. O delegado Élcio Sá Bernardes, que presidiu o inquérito, disse não ter mais dúvidas de que foi a própria mãe que lançou a filha na lagoa. Para ele, Simone tentou se livrar da criança porque vive com um homem e engravidou de outro.

Relatório de inquérito foi encaminhado à Justiça – Simone Cassiano foi indiciada por tentativa de homicídio e o relatório do inquérito foi encaminhado ontem para a Justiça. Ela continua presa em uma cela isolada na Penitenciária de Mulheres Estêvão Pinto em Belo Horizonte.

A menina foi resgatada por pessoas que caminhavam às margens da lagoa e ouviram o choro dela. Ela foi jogada na água, no dia 28 de janeiro, dentro de um saco plástico amarrado a um pedaço de madeira. As imagens tiveram grande repercussão no Brasil e no exterior.

Já a criança abandonada na porta de uma residência em Belo Horizonte continua no abrigo do Juizado. Ela também deverá ser entregue a uma família substituta, escolhida entre os cadastrados no programa Pais de Plantão do Juizado.