Nem 24 horas depois de o próprio governo orientar o ICE a frear as abordagens de veículos, Trump virou o jogo. Nesta quarta-feira, 15 de julho, o presidente publicou nas redes que a agência de imigração deve manter essa prática, alegando que recuar significaria dar vantagem a criminosos.

O recuo inicial tinha vindo depois de dois agentes atirarem e matarem motoristas em situações distintas: um colombiano de 25 anos no Maine, na segunda-feira (13 de julho), e um mexicano em Houston, no Texas, dias antes. A orientação para frear as paradas não é uma proibição total, agentes ainda podem abordar veículos ao cumprir mandados ou em ações conjuntas com outras agências.
Um terceiro episódio aumentou a pressão sobre o governo. Nesta terça-feira, 14 de julho, na Flórida, quatro homens saltaram do carro e correram ao perceberem a presença de agentes federais perto de St. Augustine. Um deles não conseguiu atravessar a rodovia a tempo e foi atingido por uma carreta, morrendo no local. A vítima, de origem mexicana, tinha 28 anos.
A sequência de mortes já soma pelo menos dez casos desde que Trump colocou sua ofensiva de deportação em massa em prática. A senadora republicana Susan Collins cobrou do governo o fim das paradas sem urgência, e o México anunciou que vai levar à Justiça americana denúncias sobre a morte de seus cidadãos durante ações do ICE.
