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Meta limita redes sociais para adolescentes nos Estados Unidos, mas Flórida fica fora de acordo

O compromisso abrange 47 estados, Washington, D.C., e três territórios americanos e é resultado de uma série de ações judiciais movidas contra a companhia em diferentes partes do país

A Flórida já possui legislação própria sobre o uso de determinadas plataformas por crianças e adolescentes e continua sua disputa judicial para que as empresas de tecnologia cumpram essas regras (Foto: Freepik)
A Flórida já possui legislação própria sobre o uso de determinadas plataformas por crianças e adolescentes e continua sua disputa judicial para que as empresas de tecnologia cumpram essas regras (Foto: Freepik)

A Meta anunciou novas restrições para adolescentes no Instagram e no Facebook nos Estados Unidos. A Flórida e o Novo México ficaram fora do acordo judicial porque mantêm processos estaduais contra a empresa. Com isso, as mudanças não passam a valer automaticamente para os moradores dessas regiões.

Anunciado na quarta-feira (26), o compromisso abrange 47 estados, Washington, D.C., e três territórios americanos e é resultado de uma série de ações judiciais movidas contra a companhia em diferentes partes do país. A empresa é acusada de desenvolver recursos que incentivariam crianças e adolescentes a permanecer conectados por longos períodos, além de não adotar medidas suficientes para protegê-los dos possíveis efeitos nocivos das redes sociais.

Entre as principais mudanças estão o limite padrão de duas horas diárias de uso do Instagram e do Facebook por menores de 18 anos, além de restrições de acesso entre meia noite e 6 a.m. As notificações também serão silenciadas entre 8 a.m. e 3 p.m. por meio da ferramenta Modo Escola. O acordo prevê ainda a ocultação do número de curtidas em publicações de adolescentes e a limitação do uso de filtros e efeitos que modificam a aparência.

A Meta ainda deverá ampliar os mecanismos de verificação de idade e oferecer aos pais ferramentas para controlar o tempo de uso e a forma como o conteúdo será apresentado aos filhos.

Críticos do acordo afirmam que a redução do tempo de uso não resolve necessariamente o problema. Um adolescente pode passar menos tempo conectado e continuar recebendo conteúdos considerados prejudiciais pelos mesmos sistemas de recomendação.

Para especialistas, mecanismos que estimulam a permanência do usuário, recomendações personalizadas e notificações constantes podem contribuir para um uso mais intenso, tornando insuficiente apenas estabelecer um limite de tempo.

Com informações de Reuters, Associated Press e Folha de S.Paulo.

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