México registra 64 políticos assassinados antes das eleições de junho

Candidatos correm maior risco de serem mortos pelo crime organizado em Guerrero, Jalisco, Michoacán, Morelos, Oaxaca, Sinaloa e Veracruz

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Durante a campanha eleitoral de 2018, foram assassinados 153 políticos (Foto: Wikimedia)
Durante a campanha eleitoral de 2018, foram assassinados 153 políticos (Foto: Wikimedia)

Pelo menos 64 políticos foram assassinados entre setembro e fevereiro no México, em crimes que buscam impactar as eleições parlamentares e regionais de junho, informou o governo nesta quinta-feira (4). As informações são do UOL.

“O crime organizado e de colarinho branco conta com um repertório de ações variado para influenciar essas eleições, por meio de estratégias de conivência ou pressão violenta”, disse a ministra da Segurança, Rosa Icela Rodríguez.

Ela relatou 73 casos de violência política, incluindo 64 homicídios, principalmente nos estados de Guerrero, Oaxaca (sul), Veracruz (leste), Baja California (norte), Jalisco (oeste), Guanajuato e Morelos (centro).

A ministra não especificou quantas dessas pessoas eram candidatas às eleições de 6 de junho.

Diante desse cenário, o governo apresentou nesta quinta (4) um plano para reforçar a proteção aos que se sentem ameaçados.

“Estamos trabalhando para impedir o aumento desses crimes porque as organizações criminosas buscam fortalecer suas operações através da intimidação e o crescimento de sua influência política”, afirmou a ministro durante a coletiva matinal do presidente Andrés Manuel López Obrador.

Rodríguez destacou que os candidatos correm maior risco de serem mortos pelo crime organizado em Guerrero, Jalisco, Michoacán, Morelos, Oaxaca, Sinaloa e Veracruz.

As formas de pressão mais comuns são homicídio, sequestro, ameaças a familiares, incêndio de casas e extorsão.

Cerca de 94 milhões de mexicanos estão convocados a irem às urnas para eleger 500 deputados para a câmara baixa federal, 15 dos 32 governadores estaduais, 30 congressos estaduais e milhares de prefeitos e outras autoridades locais.

Segundo a consultoria Etellekt, durante a campanha eleitoral de 2018, foram assassinados 153 políticos, dos quais 48 aspiravam a um cargo eletivo. Foi o processo eleitoral mais violento.