Mike Bloomberg doa $20 milhões para restaurar direito ao voto de ex-detentos na Flórida

O dinheiro será transferido à Coalizão de Restauração dos Direitos do estado para custear pedidos de clemência

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Segundo Bloomberg, os ex-dententos devem ter direitos eleitorais restaurados (foto: Gage Skidmore – Flickr)
Segundo Bloomberg, os ex-dententos devem ter direitos eleitorais restaurados (foto: Gage Skidmore – Flickr)

O bilionário Mike Bloomberg, ex-prefeito de New York, vai investir $ 20 milhões na Coalizão de Restauração dos Direitos da Flórida para ajudar ex-detentos a pagarem suas multas e taxas para que possam votar na eleição presidencial de novembro.

Segundo a legislação do estado, pessoas condenadas que já cumpriram suas penas só têm seus direitos eleitorais restaurados caso obtenham clemência do governo estadual. O processo de clemência envolve cumprimento de liberdade condicional, pagamentos de taxas, emissão de certificados, entre outros.

“O direito de votar é fundamental para nossa democracia e nenhum americano deve ter esse direito negado. Trabalhando junto com a Coalizão, estamos determinados a acabar com essa privação de direitos”, disse Bloomberg em comunicado.

William Freeman, um ex-presidiário de 51 anos, contou ao Local 10 News  que a ajuda possibilitou que ele pagasse suas multas penais, permitindo-lhe votar nas primárias de agosto.

“É difícil para cada indivíduo que sai da prisão pagar suas custas judiciais, multas e taxas”, disse. “Foi emocionante saber que, como cidadão retornando ao meio social eu tinha o direito de votar e ter meu voto contado”, completou.

A campanha ganha o reforço de Bloomberg dias depois de um Tribunal Federal decidir que criminosos na Flórida não têm direito a voto até que as dívidas pendentes sejam pagas.

“Eles não irão usar o dinheiro de que precisam para pagar aluguel, comida, vestirem-se e cuidarem da família para poderem votar”, analisa Mitch Stone, presidente da Associação de Advogados de Defesa Criminal da Flórida.

Ele lembrou que a mesma campanha aconteceu durante as eleições de 2018, permitindo que vários ex-detentos registrassem o voto.

A questão agora é se os recursos chegarão aos potenciais eleitores em tempo de concluírem o pedido de clemência até o final do prazo de registro de votação, em 5 de outubro.