Ministro apresenta estudo para desestatização da Ferroeste

Tarcísio de Freitas defende o avanço da ferrovia até Mato Grosso do Sul

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Ferroeste integrará Mato Grosso do Sul a Paraná para escoamento de produção agrícola (Foto: Wikimedia)
Ferroeste integrará Mato Grosso do Sul a Paraná para escoamento de produção agrícola (Foto: Wikimedia)

O Ministério da Infraestrutura apresentou esta semana o estudo de viabilidade técnico-econômica que visa a desestatização da Estrada de Ferro Paraná Oeste, a Ferroeste.

Durante o evento, que contou com a participação do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e dos governadores do Paraná, Ratinho Júnior, e do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, também foi assinado o contrato de arrendamento do terminal portuário PAR12, localizado no Porto de Paranaguá (PR).

Os dois estados estão entre os que serão mais beneficiados pelos dois empreendimentos, uma vez que boa parte da produção agrícola do MS poderá ser escoada pela ferrovia até o Porto de Paranaguá.

A Ferroeste ligará as cidades paranaenses de Guarapuava e Cascavel. A expectativa é de uma extensão da ferrovia até a cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul (MS). Segundo o Ministério da Infraestrutura, são esperados R$ 8 bilhões em investimentos.

O coordenador do Plano Estadual Ferroviário Luiz Henrique Fagundes informou que a estrada Ferroeste terá impacto de R$ 206 bilhões na economia brasileira, o que corresponde a 3% do Produto Interno Bruto (PIB). 

Pelo menos 9 milhões de pessoas serão beneficiadas com o empreendimento, principalmente nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. “A ferrovia terá influência direta em 427 cidades localizadas no Brasil, no Paraguai e na Argentina.”

Segundo o coordenador, com a ferrovia em pleno funcionamento a redução de custo será de $13 por tonelada transportada, e o tempo de trânsito entre Cascavel e o Porto de Paranaguá reduziria de 100 horas para 20 horas.