Namorada de autor do massacre de Las Vegas retorna aos Estados Unidos

Polícia tenta montar o quebra-cabeça que levou Stephen Paddock a atirar na multidão em Las Vegas; atirador instalou câmeras no quarto de hotel onde estava

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Marilou Danley estava nas Filipinas desde o dia 15 de setembro e retornou aos EUA esta semana
Marilou Danley estava nas Filipinas desde o dia 15 de setembro e retornou aos EUA esta semana

A filipina Marilou Danley, namorada do autor do massacre do último domingo (1º) em Las Vegas e declarada “pessoa de interesse” para a investigação, retornou, na terça-feira (3), aos Estados Unidos, vindo das Filipinas, para onde tinha viajado recentemente. A informação é da Agência EFE.

A mulher de 62 anos, aterrissou durante a noite no Aeroporto Internacional de Los Angeles (CA) e foi recebida por agentes do FBI, segundo informaram a emissora “CNN” e o jornal Los Angeles Times.

Marilou estava fora dos Estados Unidos quando no último domingo, seu marido, Stephen Paddock, disparou a partir do seu quarto do hotel Mandalay Bay, em Las Vegas, contra o público que assistia ao festival de música country.

Paddock, de 64 anos, matou 59 pessoas e feriu mais de 500, no tiroteio mais letal da história moderna do país, antes de se suicidar.

As autoridades declararam Danley, que vivia com Paddock, em Mesquite, cerca de 130 quilômetros do lugar do tiroteio, “pessoa de interesse” na investigação do caso.

A emissora “NBC” revelou a existência de uma transferência de $100 mil feita por Paddock, na semana passada, para uma conta nas Filipinas, o país de origem de Marilou Danley e onde ela estava nos últimos dias.

“Não vamos comentar isso, por enquanto, mas vamos atualizar essa informação em breve. A investigação não acabou com a morte de Paddock”, disse o xerife do condado de Las Vegas, Joe Lombardo.

Na última entrevista coletiva do dia sobre o tiroteio, o vice-prefeito do condado de Las Vegas, Kevin McMahill, reconheceu que as autoridades têm ainda “mais perguntas” que respostas sobre os motivos que levaram Stephen Paddock a realizar o massacre.

A mulher de origem filipina e nacionalidade australiana, chegou em Manila no dia 15 de setembro, em um voo da Japan Airlines, procedente de Tóquio, segundo a porta-voz do Escritório de Imigração das Filipinas, Antonette Mangrobang.

A partir de então, até o último domingo, quando Stephen Paddock foi o responsável pelo tiroteio mais letal da história moderna dos EUA, Marilou permaneceu nas Filipinas, com exceção de uma viagem curta, de ida e volta, a Hong Kong, segundo o registro de viagens divulgadas pela porta-voz de imigração.

Câmeras no quarto

O autor do maior massacre a tiros da história dos EUA planejou sua ação de maneira meticulosa e adotou medidas para que ela tivesse o efeito mais destruidor possível. Pelo menos um de seus fuzis semiautomáticos foi transformado em metralhadora com o uso de acessório que acelera a velocidade dos tiros.

Fora de sua suíte no 32.º andar de um hotel de Las Vegas, ele instalou câmeras para monitorar a ação da polícia.

Paddock modificou até 12 rifles semiautomáticos com dispositivos nas culatras para poder abrir fogo de maneira completamente automática e disparar contra a multidão em um ritmo mais rápido.

De acordo com Snyder, foram recuperadas um total de 47 armas de fogo em três localizações diferentes, o hotel Mandalay Bay e duas residências de Paddock, que foram adquiridas em quatro estados pelo atirador.