Imigração

Noem enfrenta Senado, mantém fala sobre “terroristas” e amplia crise no DHS

Secretária é pressionada por mortes em Minneapolis, paralisação da agência e expansão das deportações.

Noem presta depoimento no Senado em meio a críticas sobre deportações, mortes e à paralisação da agência. Foto: Reprodução TV

A secretária do DHS (Department of Homeland Security), Kristi Noem, enfrenta um dos momentos mais tensos desde que assumiu o cargo. Em audiência no Senado na terça-feira (3), ela se recusou a retirar a declaração em que chamou dois cidadãos americanos mortos em operações federais de “terroristas domésticos”, ampliando o embate político em torno do DHS.

O depoimento ocorre enquanto o DHS está há quase um mês sem orçamento aprovado. Cerca de 100 mil funcionários seguem trabalhando sem pagamento. Noem responsabilizou democratas pelo impasse e afirmou que áreas como segurança de fronteira, fiscalização migratória e segurança aérea estão sendo afetadas.

As mortes em Minneapolis dominaram parte da sessão. Uma deles ocorreu em operação ligada à Customs and Border Protection; a outra envolveu agentes do Immigration and Customs Enforcement. A classificação das vítimas como “terroristas” gerou críticas inclusive entre republicanos. As próprias lideranças do ICE e CBP declararam depois que não deram a Noem informações que justificassem essa conclusão.

Desde 2025, o DHS ampliou operações no interior do país, acelerou deportações e expandiu centros de detenção. Parte dessas medidas, no entanto, vem sendo contestada e limitada por tribunais federais.

Confirmada com relativa facilidade no Senado, Noem enfrenta um desgaste crescente à frente da agência que está no centro da política de deportações em larga escala do governo, e agora sob uma paralisação que não tem data para terminar.

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