Novos estudos apontam que ômicron é menos agressiva por não infectar os pulmões da mesma forma

Testes feitos em animais de laboratório apontam que variante se limita, na maioria das vezes, às vias respiratórias superiores

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Testes feitos em animais apontam que ômicron é menos agressiva (Foto Pixabay)

A variante ômicron do coronavírus tem um alto poder de contágio, mas os casos são menos graves que os registrados em outras cepas do vírus. Isso acontece porque a variante não atinge, na maioria dos casos, os pulmões, mas apenas as vias aéreas superiores – nariz, garganta e traqueia. Essa conclusão foi apresentada por uma série de novos estudos feitos em animais de laboratório e tecidos humanos.

Em estudos com ratos e hamsters, a ômicron produziu infecções menos graves e causou muito menos danos aos pulmões, onde as variantes anteriores costumavam causar cicatrizes e sérias dificuldades respiratórias.

“É preciso dizer que a ideia de uma doença que se manifesta principalmente no sistema respiratório superior está surgindo”, afirmou Roland Eils, biólogo computacional do Instituto de Saúde de Berlim, que estudou como os coronavírus infectam as vias aéreas.

Na semana passada, um grande consórcio de cientistas japoneses e americanos divulgou um relatório sobre hamsters e camundongos que haviam sido infectados com a ômicron ou uma das várias variantes anteriores. Os infectados com ômicron tiveram menos danos aos pulmões, perderam menos peso e eram menos propensos a morrer, concluiu o estudo.

Em novembro, quando o primeiro caso sobre a variante ômicron foi reportado na África do Sul, os cientistas só poderiam especular como seria o comportamento da nova cepa em comparação às versões anteriores do vírus. Tudo o que sabiam era que ela tinha uma combinação diferente e preocupante de mais de 50 mutações genéticas.

Mas, à medida que os casos disparavam, as hospitalizações aumentavam pouco. Os primeiros estudos com pacientes sugeriram que a nova variante tinha chance menor de causar doenças graves do que outras cepas, especialmente em pessoas vacinadas. (Com informações do O Globo)