Número de mortes pelo coronavírus é maior entre população negra e latina em NY

Estudo mostra que desigualdade social é uma das razões; latinos e negros também estão na linha de frente em trabalhos essenciais

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Crianças estão apresentando sintomas de doença rara (Foto: U.S. Army photo by Reese Brown)

Um estudo divulgado pela cidade de New York mostra que as minorias – comunidades hispânicas e negras – estão morrendo em maior número pelo coronavírus.

De acordo com o New York Times, o número de mortes entre hispânicos é de 22 pessoas a cada 100 mil; entre negros é de 20 a cada 100 mil; de brancos de 10 a cada 100 mil; asiáticos de 8 a cada 100 mil. 

Bill De Blasio, prefeito da cidade de Nova York, atribuiu a maior fatalidade entre hispânicos à desigualdade social da metrópole. Tradicionalmente, eles vivem nos bairros mais pobres – Queens, Harlem e Brooklyn –, têm acesso menor ao sistema de saúde que o cidadão médio e sofrem mais doenças crônicas, como diabetes, asma e doenças cardiovasculares, que agravam o risco para a Covid-19.

“Há desigualdades claras em como essa doença está afetando as pessoas de nossa cidade”, disse De Blasio. “A verdade é que, de muitas maneiras, os efeitos negativos do coronavírus, a dor que ele está causando, a morte que está causando têm a ver com outras profundas disparidades que vimos há anos e décadas.”

No estado, já foram confirmados mais de 160 mil casos de coronavírus e cerca de 7 mil pessoas,. O governador Andrew Cuomo justificou os dados dizendo ser “provavelmente” maior a presença das minorias hispânica e afro-americana nos serviços de saúde que permanecem abertos é maior e prometeu “investigar” a hipótese.

O governador acrescenta que muitas dessas pessoas estão na linha de frente trabalhando em locais diversos em serviços essenciais. “Temos mais latinos e negros trabalhando no setor público?”, questiona Cuomo. “Quem não tem escolha tem que ir dirigir ônibus, trem e aparecer para trabalhar, colocando a vida em risco. Muitas vezes eles não têm a opção de ficar em casa”. 

De acordo com outro estudo da Scott M. Stringer, mais de 75% de motoristas de ônibus, caixas de supermercado, faxineiros e funcionários de creches são minorias. Mais de 60% dos trabalhadores da área de limpeza e são de origem latina e 40% dos funcionários da área de transporte público são negros. (Com informações do New York Times)