Número de mortos em tiroteio em escola no Texas é de 19 crianças e dois adultos

"Como uma nação, nós devemos nos perguntar quando é que vamos nos opor ao lobby das armas? É hora de agir", disse o presidente Joe Biden em pronunciamento na Casa Branca sobre o ataque.

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Família chora a perda de uma criança em tiroteio no Texas (Foto: Reuters/Marco Bello)
Família chora a perda de uma criança em tiroteio no Texas (Foto: Reuters/Marco Bello)

O número de mortos depois que um atirador abriu fogo em uma escola do ensino fundamental no Texas chega a 19 crianças e dois adultos. As crianças, com idades entre 8 e 10 anos, estavam há apenas dois dias do início das férias de verão. Os dois adultos eram professores da escola.

Segundo a polícia, o atirador – que foi morto por forças de segurança – atirou em sua avó antes do ataque. Ela está internada em estado grave. Em seguida, ele teria batido seu carro e descido a pé armado e com coletes militares. O autor do ataque, de 18 anos, conseguiu entrar na escola e matar 21 pessoas antes de ser morto.

O incidente foi registrado na escola Robb Elementary, na cidade de Uvalde, a 130 km de San Antonio. O caso já é considerado como o mais mortal dos EUA desde o massacre na escola Sandy Hook, em Connecticut, que deixou 26 pessoas mortas – 20 crianças entre 6 e 7 anos e seis adultos – em 2012.

O tiroteio em massa chocou o País, que assiste estarrecido a mais um ataque causado por armas. A pergunta que não quer calar é, como esse jovem teve acesso a rifles e armamentos pesados?

O presidente Joe Biden fez um pronunciamento à nação na noite de terça-feira. “Como uma nação, nós devemos nos perguntar ‘quando é que vamos nos opor ao lobby das armas?'”, disse em discurso na Casa Branca. “É hora de agir”.

“Eu esperava que, quando me tornasse presidente, não tivesse que fazer isso de novo”, disse Biden visivelmente abalado. “Pais que nunca verão seus filhos novamente.”

O presidente pediu ainda que os americanos pressionem seus representantes no Congresso para que deixem de barrar as votações de propostas que podem limitar o acesso às armas.

Desde que assumiu a presidência dos EUA, Joe Biden tem advogado contra a venda de armas e pede maior controle federal sobre o tema. No ano passado, Biden chegou a apresentar uma proposta limitando o acesso, mas o assunto no país é bastante polarizado e o direito de portar armas está na 2ª Emenda da Constituição americana. (Com informações da CNN e G1)