Oficial da Guarda Costeira preso com arsenal de armas planejava ataque em massa

Christopher Hasson, de 49 anos, é supremacista branco e tinha como alvos políticos do Partido Democrata e jornalistas da CNN e MSNBC

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Arsenal foi apreendido n
Arsenal foi apreendido n

Um tenente da Guarda Costeira dos Estados Unidos e autoproclamado “nacionalista branco”, foi preso por planejar um atentado de grandes proporções contra políticos liberais e jornalistas. Investigadores federais descobriram um esconderijo de armas e munição na casa de Christopher Paul Hasson, no Estado de Maryland.

Na casa de Hasson foram encontradas mais de 15 armas e muita munição.

Segundo o inquérito apresentado pelos promotores ao Tribunal Distrital de Maryland, revelados na quarta-feira (20) pelo jornal Washington Post, Hasson queria organizar um ataque violento para “estabelecer uma pátria branca nos EUA”. Ele também afirmou que sonhava com “maneiras de matar quase todas as pessoas na Terra”.

Apesar de os documentos não detalharem uma data específica do ataque, os promotores disseram que ele estava acumulando suprimentos e armas, desde 2017, e desenvolveu uma planilha de alvos que incluía a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, entre outros congressistas da ala mais progressista do Partido Democrata. Jornalistas da CNN e da MSNBC também estavam entre os alvos.

Os investigadores afirmam que, nos últimos meses, Hasson fez várias pesquisas na internet usando frases como “O melhor lugar na capital para ver pessoas do Congresso” e “Como os tribunais da Suprema Corte são protegidos”.

“O réu pretendia e planejava assassinar civis inocentes em uma escala raramente vista neste país”, afirmam os agentes federais no indiciamento apresentado à Justiça, argumentando que Hasson deveria permanecer na prisão enquanto aguarda julgamento.

Hasson trabalha na sede da Guarda Costeira dos EUA em Washington desde 2016, de acordo com os documentos judiciais apresentados pelos promotores. Ele também serviu no Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, entre 1988 e 1993, e na Guarda Nacional do Exército por cerca de dois anos em meados da década de 90.