Operação da Polícia Federal investiga imigração ilegal de Minas Gerais para os EUA

Operação Lei do Retorno busca desarticular uma associação criminosa que age no leste de Minas Gerais promovendo a entrada ilegal de brasileiros nos EUA

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As cidades-alvo da primeira fase da operação são Caratinga e Tarumirim, ambas no leste de MG (foto: pixabay)
As cidades-alvo da primeira fase da operação são Caratinga e Tarumirim, ambas no leste de MG (foto: pixabay)

Duas cidades no leste de Minas Gerais entraram na mira da Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira (2) com a operação Lei do Retorno, que busca desarticular uma associação criminosa que age na região promovendo a entrada ilegal de brasileiros nos EUA.

As cidades-alvo da primeira fase da operação são Caratinga e Tarumirim, próximas à Governador Valadares.

A investigação faz parte de uma ação de cooperação policial internacional contra o tráfico de pessoas, Os brasileiros que se sujeitam à viagem pagam entre $15 mil e $18 mil e permanecem na fronteira do México em condições degradantes, alojados juntamente com outros imigrantes ilegais de diversas nacionalidades, aguardando o momento mais propício para a travessia.

Segundo a PF, um destes brasileiros, natural da cidade de Tarumirim foi preso em agosto passado pela U.S Costums and Border Patrol (CBP) ao tentar entrar ilegalmente nos EUA.

Ele teria sido enviado de volta para o México e onze dias depois foi encontrado morto em uma área na fronteira entre El Paso, México, e Texas, EUA, pelo próprio CBP.

Uma das linhas investigativas considera a hipótese de que o homicídio da impossibilidade de arcar com dívidas assumidas junto aos coiotes, parceiros dos agenciadores da região de Caratinga.

O serviço de inteligência da Polícia Federal do Brasil em parceria com o serviço de inteligência da Polícia Federal em Washington, realizaram diligências em  com autoridades de ambos os países que levaram à identificação de agenciadores na região de Caratinga, os quais estariam promovendo, em grande escala, a entrada clandestina de brasileiros nos Estados Unidos.

Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, promoção ilegal com o fim de obter vantagem econômica e entrada ilegal de brasileiro em país estrangeiro, cujas penas somadas podem chegar a mais de nove anos de reclusão, se condenados. Com informações do jornal O Estado de Minas.