Pelo menos 650 pessoas morreram tentando atravessar a fronteira dos EUA com o México este ano

Número é o maior desde 2014, quando uma agência internacional começou a contabilizar óbitos

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Agentes estão assustados com o grande número de brasileiros apreendidos (Foto CBP)

Pelo menos 650 pessoas morreram tentando atravessar a fronteira dos Estados Unidos com o México este ano, maior número desde 2014 quando a International Organization for Migration começou a contar os óbitos.

A diretora da organização, Michele Klein Solomon, disse que os números são alarmantes. “O alto número de mortes de imigrantes é assustador. É uma situação muito triste”.

A agência não especificou as razões das mortes, mas destacou o quanto a travessia é perigosa. O número de imigrantes tentando atravessar é o maior em décadas e isso contribui para o aumento das estatísticas.  

Números do US Customs and Border Protection (CBP) mostram que grande parte das mortes é relacionada à exposição ao calor do deserto. Muitos são abandonados em áreas remotas durante a travessia. O CBP registrou 557 mortes no ano fiscal de 2021, em 2020 foram 254 mortes 300 pessoas perderam a vida na travessia em 2019.

Em setembro, o corpo da brasileira Lenilda dos Santos, de 49 anos, foi encontrado pelos agentes da Patrulha da Fronteira em uma área desértica ao sul da cidade de Deming, no condado de Luna, estado do Novo México.

Segundo os oficiais, Lenilda estava em um grupo de quatro pessoas, todos do Brasil, que tentavam cruzar ilegalmente a fronteira para entrar nos EUA. Lenilda morreu após horas caminhando sob muito calor e já sem água, ela não aguentou e se separou dos colegas, que prometeram voltar para resgatá-la.A mulher morreu de sede e cansaço a 400 metros de distância de uma residência.