Pentagrama satânico causa polêmica em Boca Raton

Professor escolar expõe obra em parque público da cidade e peça é vandalizada

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Pentagrama estava exposto na Sanborn Square

DA REDACÃO, COM SUN-SENTINEL – Um pentagrama vermelho com inscrições satânicas exposto num local de livre expressão em Boca Raton está causando polêmica na cidade. Considerado um símbolo satânico, o pentagrama foi colocado no local, conhecido como Sanborn Square, pelo artista Preston Smith, professor escolar do condado de Palm Beach.

Na terça-feira, o símbolo, com 10 pés de altura e 300 libras, foi vandalizado. Alguém o derrubou e deixou marcas de pneu no gramado do parque.

O pentagrama tem causado indignação em alguns líderes religiosos, que o consideraram “ofensivo e agressivo”.

A moradora Karen Slolaski falou ao jornal Sun-Sentinel que quando viu o estrago e as marcas de pneu no chão pensou que tivesse acontecido um acidente. “Achei a peça estranha e um pouco agressiva para essa época do ano.” Karen, entretanto, não concorda com o vandalismo. “Se você quiser se manifestar, tudo bem, mas há outras maneiras sem estragar áreas públicas ou causar comoção.”

Tom Beal, morador de Boca, disse ao Sentinel que passava toda manhã pela peça durante a sua caminhada matinal. Ele diz ser a primeira pessoa que viu o pentagrama depois de vandalizado de madrugada.

“Caminho todas as manhãs e pensei, que diacho é isso?” disse à reportagem do Sentinel.

Beal disse que a peça era esquisita, mas nunca se sentiu incomodado por isso.

“Como fuzileiro [marine], servi para proteger nossas liberdades. Servi para proteger a liberdade de religião e a liberdade de expressão. Não me oponho a coisas com as quais não concordo ou não entendo.”

O que mais incomodou Beal foi o fato de os vândalos terem deixado marcas de pneu no gramado, o que ele julga mais desrespeitoso que a própria exposição da peça.

No começo do mês, o pentagrama vermelho foi alvo de pichações que cobriram uma figura de Satã e as palavras “Confiamos em Satã” escritas na peça.

“Isso mostra a tolice da humanidade. Quando as pessoas se incomodam com alguma coisa, elas a destroem como manifestação”, disse Beal. “É interessante notar como os humanos respondem a coisas que não concordam ou entendem.”