Brasil

Pesquisa da UFMG identifica bebês que nasceram com anticorpos para a covid-19

O estudo inédito uso o material coletado para o teste do pezinho e mostra que a maioria das mães que já tiveram covid passou os anticorpos para os bebês

Teste do pezinho foi utilizado para realização da pesquisa (Foto: Rodrigo Nunes/MS)
Teste do pezinho foi utilizado para realização da pesquisa (Foto: Rodrigo Nunes/MS)

DA REDAÇÃO – A Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) identificou 68 bebês filhos de mães já infectadas pela covid-19, que nasceram com anticorpos para a covid-19. As informações são do jornal Estado de Minas. 

O estudo inédito uso o material coletado para o teste do pezinho e a testagem das mães para identificar a infecção. A meta é testar 4 mil mães e, até o momento, foram testadas 506 mães e bebês. 

Das 506 mães testadas, 68 geraram anticorpos e a maioria repassou para os bebês que também foram testados.

As mães que participam do estudo não tomaram vacina contra a COVID-19, portanto, os anticorpos que desenvolveram ocorreram como resposta do próprio organismo ao vírus. A coordenador da pesquisa, a professora da Faculdade de Medicina, Cláudia Lindgren explica que o ineditismo da pesquisa. 

“Outros estudos já mostraram a presença de anticorpos no bebê, mas a maioria deles investigou a transferência de anticorpos após as manifestações da covid na mãe. Nesta pesquisa, estamos testando todas as mães e bebês, independente delas terem apresentado qualquer sintoma da doença durante a gravidez, porque sabemos que cerca de 80% das infecções são assintomáticas.”

Cláudia destaca que foram realizados estudos científicos com mães que estavam com a doença, o que difere do estudo da Faculdade de Medicina, que investigou mães e bebês que estavam saudáveis no dia da coleta.  A pesquisadora afirmou que 13% das mães infectadas geraram anticorpos, percentual que surpreendeu já que na população em geral gira em torno de 7% a 9%.

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