Pirarucu da Amazônia aparece misteriosamente em rio da Flórida

Autoridades temem que um dos maiores peixes de água doce do planeta possa provocar um sério desequilíbrio no ecossistema fluvial do estado

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O Pirarucu de tamanho médio encontrado em Rio da Flórida (foto: FWCC)
O Pirarucu de tamanho médio encontrado em Rio da Flórida (foto: FWCC)

O peixe nativo da bacia amazônica foi encontrado morto no rio Caloosahatchee, em Cape Coral’s Jaycee Park, no condado de Palm Beach, e levantou preocupações dos pesquisadores sobre uma possível nova espécie invasora no estado.

Como o peixe veio parar na Flórida ainda é um mistério, mas o achado levantou um alerta, já que o pirarucu é considerado um dos maiores predadores de água doce do mundo e tem apetite voraz para peixes importantes para a economia pesqueira do estado. Além disso, se reproduz com frequência.

Em nota, a Florida Fish and Wildlife Conservation Commission (FWCC) pediu que qualquer pessoa que aviste um pirarucu tire uma foto ou filme o animal e ligue para um número de emergência informando o local e a data da aparição. 


O órgão complementou que “ainda não há evidências de que o pirarucu encontrado no dia 4 de março tenha se reproduzido.

John Cassani, diretor da Calusa Waterkeeper, um grupo sem fins lucrativos dedicado a proteger os rios da região, concordou, escrevendo em um e-mail recebido pelo jornal Sun-Sentinel que “este pode ser o único pirarucu do rio Caloosahatchee”.

Também conhecido como “monstro do rio” pelos moradores dos países amazônicos, ou, arapaima, a espécie pode medir até 10 pés de comprimento e pesar mais de 200 kg. Ele gosta de viver em águas calmas e aquecidas, podendo até morrer em temperaturas frias.

Especula-se que o  pirarucu da Flórida estava sendo criado como animal de estimação e despejado na água depois de ter crescido muito, ou, simplesmente, ter sido levado já morto até o rio Caloosahatchee.

Caso um “monstro do rio” seja visto nas águas do Sunshine State, avise as autoridades ambientais pelo número (888)-IVE-GOT1 (1-888-483-4681), ou pelo website www.IveGot1.org.