Polícia Federal retira atletas americanos de voo para os EUA

Advogado dos nadadores afirma que eles estão assustados; Ryan Locht, que já havia deixado o país na segunda-feira (15), muda versão sobre suposto assalto em entrevista

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Nadadores foram impedidos de viajar para os EUA FOTO Tasso Marcelo
Nadadores foram impedidos de viajar para os EUA FOTO Tasso Marcelo

A Polícia Federal (PF) do Rio de Janeiro retirou de um voo para os Estados Unidos, na noite de quinta-feira (17), os atletas americanos Gunnar Bentz e Jack Conger que estavam presentes no suposto assalto ocorrido na madrugada de sábado (13). Os nadadores se calaram ao serem levados à delegacia do aeroporto internacional Tom Jobim, no Rio, para prestar depoimento.

Após quase quatro horas na delegacia, Gunnar Bentz e Jack Conger foram liberados no início da madrugada desta quinta (18), por volta de 1h20, e se hospedaram em um hotel próximo ao Galeão. Bentz e Conger chegaram a entrar no avião para voltar aos EUA, mas foram retirados por policiais civis e agentes da Polícia Federal.

Depois de não encontrar evidências suficientes sobre o assalto a mão armada que eles disseram terem sido vítimas, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou que eles fiquem no Brasil até que o caso seja esclarecido.

Após deixar o Brasil, o nadador Ryan Lochte deu uma entrevista, na noite de quarta-feira (18), à rede de TV NBC. O atleta reafirmou ter sido assaltado, junto com três colegas da equipe de natação olímpica americana, mas deu detalhes diferentes das duas versões anteriores: a que ele contou em uma entrevista de TV no domingo (14), horas após o caso, e a que ele relatou em depoimento à polícia do Rio.

Por telefone, Lochte afirmou que os quatro estavam em um posto de gasolina com os três outros nadadores após saírem de uma festa na Lagoa, na Zona Sul do Rio. Ao saírem do banheiro, tiveram uma arma apontada para eles. Em versão anterior, Lochte contou que o táxi em que estavam foi parado por outro veículo.

Lochte disse também que, ao depor na polícia no Rio, foi tratado com muita cordialidade, que os policiais fizeram poucas perguntas e não pediram que ele ficasse para as investigações. O nadador reclamou que está sendo tratado como suspeito, quando é vítima.

Interrogatório por carta

A polícia vai enviar por ofício ao FBI uma relação de perguntas para que o 12 vezes medalhista olímpico Ryan Lochte responda, dos EUA, por carta precatória.

As duas decisões de proibir a saída dos nadadores foram do Juizado Especial do Torcedor e Grandes Eventos, a pedido da Deat. A PF notificou o Consulado dos EUA e o Comitê Olímpico americano para impedir a saída dos nadadores, mas não havia recebido resposta até a noite. (Com informações do G1).

Ryan Lochte já está nos EUA
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