Porta-voz da Casa Branca afirma que foco de Trump será indocumentado com antecedente criminal

Ele garantiu que, por enquanto, nada será feito com os filhos de imigrantes beneficiados pelo DACA

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O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, pediu demissão do cargo
O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, pediu demissão do cargo

DA REDAÇÃO, COM FRANCE PRESS – O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, informou na segunda-feira (23) que os imigrantes em situação irregular e que tenham antecedentes criminais serão prioridade nas políticas de deportação, como havia prometido durante a campanha o presidente Donald Trump. Ele garantiu que, por enquanto, nada será feito com os filhos de imigrantes beneficiados pelo DACA.

“Pessoas que podem fazer mal ou tenham feito mal e têm antecedentes criminais são o centro das atenções”, disse o novo porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, para quem “na atualidade a prioridade está nas pessoas que fizeram mal ao nosso país”.

Spicer acrescentou que, no momento, a prioridade do governo está nos imigrantes “que ficaram no país após o vencimento de seus vistos e que cometeram crimes. Mas avançaremos nisto de forma sistemática e metódica”.

Trump, disse o porta-voz, “deixou muito, muito claro que precisamos orientar as agências a se concentrar nos que estão ilegalmente no país e têm antecedentes criminais ou representam uma ameaça”. “No momento, a prioridade clara está aí”, reforçou.

Ao ser questionado se Trump firmaria algum decreto contra a chamada Deferred Action for Childhood Arrivals, o DACA, Spicer sugeriu que não deve haver novidades a este respeito.

O DACA foi regulamentado em 2012 pelo então presidente Barack Obama e permite regularizar a situação de imigrantes que chegam ilegalmente aos Estados Unidos como menores trazidos por seus pais.

O mecanismo permitiu que mais de 740 mil imigrantes regularizassem sua situação, mas os pais destes jovens permanecem em situação irregular.

No final de 2014, Obama firmou outro decreto, que permitia ampliar o benefício da DACA aos pais de jovens com a situação regularizada, para evitar a separação de famílias por deportação, mas a aplicação da segunda medida foi bloqueada pela Justiça.

Durante sua campanha eleitoral, Trump prometeu tolerância zero com imigrantes em situação irregular, e disse que iria construir um muro na fronteira com o México.