Presidente do Haiti é morto a tiros em sua residência em Porto Príncipe

Um grupo de indivíduos não identificados atacou a residência privada do presidente haitiano, Jovenel Moïse, e 'feriu mortalmente o chefe de Estado', informou o primeiro-ministro interino do país Claude Joseph

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Jovenel Moïse assumiu o comando do Haiti em 2017 (foto: Wikimedia)

O presidente do Haiti, Jovenel Moïse, foi baleado e morto durante uma invasão a sua residência na capital Porto Príncipe na madrugada desta quarta-feira (7). A primeira-dama, Martine Moïse, ficou ferida e está recebendo cuidados médicos.

O primeiro-ministro interino do país, Claude Joseph, disse em comunicado que a ação aconteceu por volta de uma hora da madrugada em um ato que ele classificou de “hediondo, desumano e bárbaro”.

Segundo Joseph, indivíduos encapuzados invadiram a residência privada do presidente e abriram fogo. Tiros foram ouvidos em toda a capital logo após o ataque, de acordo com o primeiro-ministro.

Especula-se que o atentado resultou da onda crescente de divisão política e crise humanitária ligada ao desemprego e à escassez de alimentos no país caribenho.  

Joseph declarou que a a polícia e a guarda nacional tomaram o controle da situação mas “há temores de uma desordem generalizada”.

A Embaixada dos EUA em Porto Príncipe informou que ficará fechada durante toda esta quarta-feira devido à “situação em curso”.

No último dia 30 de junho, os EUA emitiram um comunicado condenando o que descreveram como uma violação sistemática aos direitos humanos, liberdades fundamentais e ataques à imprensa no Haiti, instando o governo a conter a proliferação de gangues e da violência.

Moïse tinha 53 anos e era um ex-exportador de banana. Desde que assumiu o comando do Haiti, em 2017, ele vinha enfrentando acusações da oposição de assumir atitudes autoritárias e de fazer manobras políticas para prolongar o seu mandato.

A agência de notícias Reuters noticiou que presidentes de países que fazem fronteira com o Haiti convocaram uma reunião de emergência para esta quarta-feira  para tratar da situação do país vizinho.