Prisões de indocumentados sem ficha criminal dobram de janeiro a março

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Pesquisa encomendada pelo jornal The Washington Post divulgada esta semana mostra que o número de imigrantes indocumentados presos durante o governo Trump aumentou 32.6% quando comparado ao mesmo período do ano passado. O U.S. Immigration and Customs Enforcement prendeu 21.362 pessoas, a maioria imigrantes com ficha criminal e condenados por crimes, entre janeiro e março. No ano passado, 16.104 pessoas foram presas no mesmo período.

As prisões de imigrantes sem ficha policial mais que dobraram no período, passando para 5.441 presos que nunca tiveram passagem pela polícia.

Uma porta-voz do ICE disse que eles continuam ‘sensíveis’ a casos de vítimas de testemunhas de crimes e os ajudam a conseguir vistos e a não serem deportados. Mas ela reforça, entretanto, que qualquer pessoa que esteja irregular nos Estados Unidos pode ser deportada.

“O foco do ICE é prender indivíduos que representam uma ameaça à segurança pública e nacional e à segurança das fronteiras. Mas, como nosso secretário John Kelly – secretário de Homeland Security – deixou claro, o ICE não vai deixar de remover indivíduos ilegais”.

Onde mais se prendeu

A maior parte de prisões de imigrantes com ficha criminal ocorreu em New York, Boston, Atlanta e Filadéfia. Em Atlanta, 700 imigrantes sem antecedentes foram presos (137 no ano anterior). Na Filadélfia, 356 pessoas sem ficha na polícia foram presas, seis vezes mais que no ano passado.

No geral, a maior parte das prisões ocorreu em Dallas, no Texas, que cobre também Oklahoma; Atlanta, que inclui Georgia e as Carolinas; e Houston que inclui o sul do Texas.

Governo Obama prendeu mais em 2014

Na primeira parte de 2014, a administração Obama realizou 29.238 prisões, incluindo 7.483 indocumentados sem antecedentes criminais, o que é quase a mesma porcentagem verificada em 2017.

Durante os seis primeiros anos da administração Obama, o antigo presidente foi acusado pelos liberais de deportar imigrantes indocumentados de forma agressiva demais. Em 2015 e 2016, as prisões tiveram uma queda sensível (veja quadro abaixo).