O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, enviou carta às escolas católicas do estado cobrando que aceitem isenções religiosas do calendário de vacinação obrigatório para matrícula. Segundo ele, recusar essas isenções pode custar às instituições o acesso aos vouchers, programa estadual que usa dinheiro público para custear mensalidades em escolas particulares.
O documento foi endereçado à Conferência dos Bispos Católicos da Flórida (FCCB). Citando o Catecismo da Igreja, o Papa Leão e trechos das Escrituras, Uthmeier argumenta que a doutrina católica não sustenta recusar isenções por motivo religioso.

Mais de 500 mil alunos participam do programa de vouchers no estado, incluindo a maioria dos matriculados em escolas católicas. Em nota, a conferência informou que está avaliando a carta e vai responder ao procurador. “Podem ter certeza de que as escolas católicas da Flórida estão operando em conformidade com a lei e com os ensinamentos da Igreja”, disse a porta-voz Michele Taylor.
Uthmeier não citou nenhuma diocese diretamente, mas mencionou a política de imunização da Diocese de Pensacola-Tallahassee. Ele integra um grupo de lideranças republicanas católicas do estado que inclui o governador Ron DeSantis, defensor de flexibilizar as regras de vacinação nas escolas. Propostas nesse sentido já foram apresentadas na Legislatura estadual, mas nunca avançaram, com oposição da própria conferência.
A lei estadual exige vacinas contra pólio, sarampo, rubéola, coqueluche, caxumba, difteria e tétano para matrícula no ensino básico.
