O aumento das ações de desnaturalização nos EUA reacendeu dúvidas entre cidadãos que obtiveram a nacionalidade americana depois de imigrar. Apesar da preocupação, o governo não pode simplesmente cancelar uma cidadania já concedida.
A desnaturalização pode ocorrer quando o governo comprova que a pessoa não preenchia os requisitos legais no momento da naturalização ou que escondeu ou apresentou informações falsas relevantes no processo. Entre os exemplos estão fraude de identidade, casamento fraudulento e omissão de crimes anteriores.
Uma condenação depois da naturalização, por si só, não provoca a perda da cidadania. O caso geralmente precisa estar relacionado a conduta anterior ou a informações que deveriam ter sido reveladas durante o pedido.
O governo precisa abrir uma ação na Justiça federal e apresentar provas claras e convincentes. Enquanto não houver decisão judicial, a pessoa continua sendo cidadã americana. A medida não se aplica a quem recebeu a cidadania ao nascer.
Desde janeiro de 2025, o Department of Justice apresentou 123 ações civis de desnaturalização. Se a cidadania for revogada, a pessoa pode retornar à condição migratória anterior e, dependendo do caso, ficar sujeita a um processo de deportação.
Historicamente, os EUA registravam menos de uma ação de desnaturalização por mês. Especialistas temem que a ampliação da política permita processos baseados em omissões menos graves, embora os casos divulgados até agora envolvam principalmente fraudes e crimes considerados sérios.
