Estados Unidos

Quase 6 mil morreram por doenças ligadas ao 11 de Setembro; Nova York sabia dos riscos do ar tóxico

Material inclui memorandos, análises sobre amianto e registros internos produzidos após os atentados

Documentos mantidos fora do alcance público por anos revelam o que autoridades sabiam sobre os riscos do ar após o 11 de Setembro. (Foto: Michael Foran / Wikimedia Commons)

Nova York tornou públicas mais de 170 mil páginas de documentos que lançam nova luz sobre a qualidade do ar após os ataques de 11 de setembro de 2001. Os registros indicam que autoridades já tinham informações sobre riscos provocados pela poeira e por substâncias tóxicas na região do World Trade Center, enquanto moradores e equipes de resgate recebiam garantias de que o ar era seguro.

Entre os arquivos está um memorando de outubro de 2001 que mostra preocupação da prefeitura com possíveis processos relacionados à exposição ao ar contaminado. Outros documentos registram a presença de amianto em áreas de Lower Manhattan.

A divulgação ocorre às vésperas dos 25 anos dos atentados. Jon Stewart, que há anos luta pelos direitos dos socorristas e sobreviventes, participou do anúncio e criticou a demora para que essas informações viessem a público.

Desde os ataques, milhares de pessoas expostas à poeira do World Trade Center desenvolveram câncer, doenças respiratórias e outros problemas de saúde relacionados ao 11 de Setembro. A prefeitura informou que novos documentos ainda serão divulgados ao longo dos próximos 12 meses.

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