Quatro migrantes morreram enquanto estavam sob custódia das autoridades migratórias dos EUA nos dez primeiros dias de 2026, segundo comunicados oficiais do ICE. As mortes ocorreram entre 3 e 9 de janeiro.
De acordo com o ICE, o cubano Geraldo Lunas Campos, de 55 anos, morreu em Camp East Montana, no Texas. A agência informou que ele foi colocado em isolamento depois de “comportamento disruptivo”. Já os hondurenhos Luis Gustavo Nunez Caceres, 42, e Luis Beltran Yanez-Cruz, 68, morreram em hospitais no Texas e na Califórnia, após complicações cardíacas.
O quarto caso envolve um cambojano de 46 anos, que morreu no Federal Detention Center, na Filadélfia, após sintomas de abstinência de drogas. Em 2025, ao menos 30 pessoas morreram sob custódia do ICE, o maior número em duas décadas, segundo dados da própria agência.
Organizações de defesa dos direitos de migrantes classificam o cenário como alarmante. “O número de mortes é estarrecedor”, afirmou Setareh Ghandehari, da Detention Watch Network. Já o DHS disse que a taxa de mortes segue “padrões históricos”, mesmo com o aumento do número de pessoas detidas — hoje em torno de 69 mil, impulsionado por novos recursos aprovados pelo Congresso para expandir operações do ICE.
