Rússia: belo povo, belíssimo país

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Betinho ,Marta ,Felicia e Carlos Ramos na Rostov Arena
Betinho ,Marta ,Felicia e Carlos Ramos na Rostov Arena

Viajei para a Rússia para participar da Copa do Mundo e principalmente para conhecer este que é o maior país do mundo. Confesso que as belezas, o povo e a cultura da Rússia superaram em muito a minha expectativa. Hoje começo a contar as minhas impressões desta viagem e começo pelos lindos estádios construídos para a Copa do Mundo. O mais caro deles, o da cidade de São Petersburgo, é o mais lindo por fora, parece uma nave espacial: o teto é móvel, abre no verão e fecha no rigoroso inverno da região. Cabem 68.134 torcedores, custou 4,6 bilhões de reais e levou 10 anos para ser construído.

Por fora, é muito lindo, mas internamente achei mal projetado, sem conforto, apesar de apresentar um belo visual com suas arquibancadas coloridas e seus telões de LED de 315 metros quadrados cada. E o pior, a segurança fechou todas as vias de acesso para veículos e tivemos que andar uns 10m quilômetros até a entrada do estádio, debaixo de um sol forte e lá dentro mais caminhadas e escadas até chegar ao seu lugar. E depois, você não podia andar livremente pelo estádio, tinha que ficar só no seu setor, pois os seguranças não deixavam ninguém circular. Depois de entrar, ganhei dois ingressos para dar na entrada, mas não podia sair do meu setor.

Lá,o Brasil jogou contra a Costa Rica, mas como não gostei do jogo, apesar da nossa vitória, não vou comentar. A Seleção Brasileira não me convenceu.Talvez tenha sido a péssima impressão que tive logo no primeiro jogo, contra a Suíça, quando o Neymar entrou em campo com uma peruca loura de cachinhos, mostrando deboche e pouco caso com a Copa do Mundo, o evento mais importante do esporte mais importante do planeta. E ainda jogou super mal, o jogo revelou uma seleção mal escalada, sem entrosamento e terminou empatado. Foi lá em Rostov-On-Don, na nova e linda Rostov Arena,com capacidade para 45.000 pessoas.

Fomos de voo fretado de Saint Petersburgo para Rostov, voo longo de 4 horas e saímos de manhã para voltar de madrugada, depois do jogo as 21 horas. Quando chegamos, fomos recebidos e festejados com uma banda tocando alegres músicas russas, dançarinos nos puxando para dançar com eles, mulheres com lindos trajes típicos distribuindo doces, chocolates e biscoitos. Minha filha ganhou um colar todo feito de rosquinhas,uma graça! O povo russo é muito alegre, meigo e receptivo. Palmas para eles!

O estádio Spartak de Moscou, onde o Brasil jogou contra a Sérvia, comporta 45.000 pessoas e fomos para lá de metrô, que estava lotado de brasileiros, todos muito animados, cantando, vestidos com a camiseta amarela e usando os adereços mais engraçados e confraternizando com os sérvios. A Copa é uma festa!