Secretário de Homeland Security pede que cubanos e haitianos não venham para os EUA

Haiti vive crise após assassinato do presidente e cubanos estão protestando contra a grave crise econômica e de saúde do País; Guarda Costeira já está preparada para impedir esses imigrantes de entrar, diz Mayorkas

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Secretário do Department of Homeland and Secuity do governo Biden, Alejandro Mayorkas (foto: wikimedia)
Secretário do Department of Homeland and Secuity do governo Biden, Alejandro Mayorkas (foto: wikimedia)

O secretário de Homeland Security, Alejandro Mayorkas, deixou uma mensagem clara para que haitianos e cubanos não venham para os Estados Unidos. Os dois países estão vivendo uma crise. No Haiti, o presidente foi assassinado e em Cuba manifestantes estão nas ruas para protestar contra as péssimas condições de vida na ilha.

“Nunca é hora de se aventurar pelo mar para imigrar ilegalmente. Para aqueles que querem arriscar a vida fazendo isso, o risco não vale a pena”, disse Mayorkas, que nasceu em Cuba e veio para os EUA com os pais quando era bebê. E foi ainda mais enfático: “Deixa eu ser bem claro: se você tentar a travessia, você não vai entrar nos Estados Unidos”.

Segundo o secretário, a Guarda Costeira já foi reforçada e está monitorando as fronteiras marítimas. Mayorkas ressaltou que pelo menos 20 cubanos morreram na perigosa travessia nas últimas semanas.  

No ano fiscal de 2021, 470 imigrantes cubanos e 313 haitianos foram interceptados no mar. Em 2020 foram 49 cubanos e 430 haitianos.   

Haitianos que já estão nos EUA têm direito ao Temporary Status Protection – TPS, que dá autorização de trabalho e impede que essas pessoas sejam deportadas. Mayorkas, no entanto, ressaltou que esse benefício só pode ser concedido a quem já está em território americano.