Setor de Planejamento rejeita projeto para construção do American Dream Miami mall

Empreendedores ligados ao ‘Maior shopping das Américas’ vêm enfrentando dificuldades para aprovar o projeto por falhas no planejamento de trânsito e impacto ambiental

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Dentro do American Dream Miami também será construído o maior skyline da Flórida, o Skyrise Miami
Dentro do American Dream Miami também será construído o maior skyline da Flórida, o Skyrise Miami

O South Florida Regional Planning Council votou por 5 votos a 4 contra a execução do projeto de construção do American Dream Miami, complexo de compras e entretenimento que promete ser o maior dos Estados Unidos. Em maio, o projeto foi aprovado pelo Miami-Dade County Comission, mas o setor de Planejamento argumenta que há diversas falhas no que diz respeito ao impacto no trânsito e no meio ambiente.

De acordo com o jornal Sunsentinel, isso quer dizer que essa negativa será reportada ao Departamento de Economia e Oportunidades, que tem a palavra final sobre a aprovação ou não do projeto.

O American Dream Miami Mall, que está sendo planejado para a região noroeste de Miami-Dade e deve ser o maior shopping dos Estados Unidos, já teve o projeto aprovado e deve gerar, quando pronto, 25 mil empregos. O empreendimento terá direito até a parque de diversões e estúdio de cinema dentro de suas dependências, com movimento diário de 30 mil pessoas.

Localizado futuramente em uma área de 200 acres, a noroeste do Condado de Miami-Dade – próximo à Turnpike perto da I-75 – o American Dream Mall custará $4 bilhões. A previsão é que tudo esteja construído até 2023.

O Departamento de Trânsito apresentou uma estimativa que, até 2040, 130 mil visitantes do mundo inteiro vão ‘invadir’ Miami e lotar as vias de acesso ao complexo. Eles apresentaram um projeto para expansão da I-75 e outras intervenções no trânsito para reduzir o impacto no trânsito da região, mas não conseguiu convencer os membros do conselho. “Vocês estão brincando, né? Essas melhorias no trânsito jamais vão estar prontas em cinco anos. Sejamos honestos, isso não vai acontecer”, disse Greg Ross, prefeito de Cooper City, uma das cidades impactadas pelo projeto.

“Sou contra o projeto porque tenho preocupações com impactos no meio-ambiente e no trânsito. Não vejo esses dois tópicos serem abordados de forma adequada no projeto”, disse Levine Cava, membro do conselho.