Setor privado na Flórida cria 17,9 mil empregos em janeiro

Estado subiu em 3,9 mil o número de oportunidades de trabalho criadas no mês em comparação a 2015; região Sul dos EUA lidera criação de vagas no ano

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DA REDAÇÃO – O setor privado no Estado da Flórida criou 17,9 mil vagas de emprego em janeiro – um aumento de 3,9 mil postos de trabalho em relação ao mesmo mês de 2015. Os dados são da consultoria ADP, especializada em mercado de trabalho, e são citados em reportagem do jornal Sun Sentinel.

O maior número de postos de trabalho no Estado foram criados nos segmentos de comércio, transporte e serviços (categoria que inclui vagas no comércio, setor que vem empurrando a economia americana rumo a patamares registrados antes da crise de 2008). Foram 3,8 mil vagas abertas nesses segmentos.

Outros segmentos que registraram forte alta na criação de empregos foram os de serviços profissionais e de negócios (3,7 mil) e de construção e mineração (3,6 mil). O setor de manufatura também abriu vagas. Foram 1,5 mil novos empregos criados.

Nos EUA, a região Sul do país é a que vem registrando maiores criações de empregos, com 89 mil postos de trabalho. O Meio-Oeste criou 39 mil e o Nordeste (região em que estão Estados como New York e Massachusetts), 29 mil. Ao todo o país criou 205 mil empregos entre janeiro e dezembro.

Saindo da crise devagar
Tais dados possibilitam uma visão otimista dos rumos econômicos dos EUA, porém outros indicadores mostram que o país vem saindo da crise mais devagar do que se esperava. A economia do país cresceu 2,4% em 2015, segundo dados divulgados em janeiro pelo Departamento do Comércio do país. A taxa é a mesma registrada no ano anterior. Em dólares correntes, a economia do país cresceu $589,8 bilhões em 2015, chegando a $17,937 trilhões. O resultado veio abaixo da última estimativa do FMI, de 2,6%.

O mês de fevereiro, por exemplo, deve registrar queda na confiança dos consumidores americanos, segundo índice preliminar publicado pela Universidade de Michigan e citado pela agência France Presse.

O índice ficou em 90,7 pontos, o que representa uma queda de 1,3 unidades em relação a janeiro e inferior às expectativas dos analistas, que esperavam que se situasse em 92,7 pontos. Trata-se da primeira estimativa para este índice, que será atualizado no final do mês.

Menos auxílio desemprego
Ainda assim, os pedidos semanais de auxílio desemprego nos Estados Unidos registraram uma queda inesperada, ficando em seu nível mais baixo em sete semanas, informou o departamento do Trabalho americano na sexta-feira (12).

Em dados corrigidos por variações sazonais, os pedidos ficaram em 269 mil na semana terminada em 6 de fevereiro, uma queda de 16 mil em relação à cifra revisada da semana passada. Os analistas esperavam 280 mil pedidos nesta semana.