Shows, eventos, festivais e desfiles são cancelados no Sul da Flórida devido ao coronavírus

Pandemia está gerando muito medo entre a população; médico brasileiro explica riscos e como se prevenir

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O médico brasileiro Luis Fernando Correia vive em Orlando (FL)

A pandemia de coronavírus está mais perto do que nunca das nossas casas e para evitar a propagação da doença a maior parte dos eventos que seriam realizados no mês de março foram adiados ou cancelados.

No condado de Broward, o Dania Beach Arts and Seafood Celebration, agendado para 28 e 29 de março, foi cancelado e uma nova data será informada em breve. Em Fort Lauderdale, o festival de vinho que seria realizado no Discovery & Science também foi adiado. Mesmo caso da parada LGBT de Fort Lauderdale, que seria realizada em abril. O Saint Patrick’s Day de Fort Lauderdale e o de Delray Beach também foram cancelados.

Em Miami, o Ultra Music Festival – um dos maiores festivais de música eletrônica do mundo – foi cancelado, bem como o Miami Open de Tênis. Todos os grandes shows que seriam realizados no American Airlines Arena foram suspensos.

A parada LGBT de Miami, que seria realizada no dia 30 de março, também foi cancelada.

Portanto, é importante que antes de sair de casa para ir a algum evento tenha certeza de que ele vai acontecer.

Médico brasileiro explica riscos e fala de prevenção

O médico Luis Fernando Correia, que vive hoje em Orlando (FL) e tem um podcast sobre saúde na Rádio CBN, afirma: “Quem tiver sintomas de coronavírus e estiver se sentindo bem o suficiente para ficar em casa, deve ficar em casa. Senão, nosso sistema de saúde não vai aguentar a demanda”, disse.

O médico acredita que é importante estar informado e não entrar em pânico. Ele ressalta que é preciso seguir as orientações das autoridades de saúde. Para o médico, a propagação da doença deve começar a desacelerar no mês de maio.

O especialista explica que esse vírus é transmitido por gotículas, ou seja, as pessoas espirram ou tossem e eliminam o vírus, que cai em superfícies como tampos de mesa, corrimãos, locais de apoiar a mão, maçanetas etc. “Você coloca a mão nesses lugares e acaba levando a mão ao rosto, já que levamos a mão ao rosto mais de uma centena de vezes ao dia sem perceber. A partir daí, as máscaras não ajudam em nada”. Luis Fernando ressalta que as máscaras devem ser usadas por pessoas que estejam com sintomas da doença e quem está cuidando delas.

O médico ressalta que é necessário lavar as mãos várias vezes ao dia, aumentar a frequência de quando lavar as mãos com água e sabão. “O vírus não resiste a uma boa lavagem de mãos. Se você estiver em um banheiro público, abra a maçaneta da porta do banheiro com um papel toalha”.

Se a pessoa estiver na rua e não puder lavar as mãos, use o álcool gel, porque ele funciona. “Um outro hábito, é importante chegar ao trabalho e limpar o teclado do computador, o telefone e a mesa com álcool, isso já ajuda e muito a se prevenir contra a doença”.